A Prefeitura de Manaus firmou parceria com as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e com o Corpo de Bombeiros para a execução das ações da “Operação Impacto de Combate à Dengue”, que será oficialmente lançada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) no próximo dia 31. “A adesão dessas instituições é de fundamental importância para o sucesso da operação. Os militares têm muito a contribuir com as ações de campo, por sua experiência de ocupação territorial e estratégias de mobilização”, disse o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato.
Os militares vão se juntar aos agentes de endemias e agentes comunitários de saúde da Prefeitura, formando um contingente de cerca de 4 mil pessoas, que irá inspecionar os imóveis da cidade, eliminar criadouros do mosquito da dengue e orientar a população. Inicialmente, o trabalho conjunto está previsto para se estender até o final de março, informa Deodato. Tradicionalmente, a Operação Impacto de Combate à Dengue tem início no final de dezembro. Este ano, em decorrência da antecipação do período chuvoso, a Prefeitura decidiu adiantar em dois meses a intensificação das ações de campo de combate ao Aedes aegypti.
Este ano, por questões de logística, os militares do Exército ficarão mais concentrados nas zonas Oeste e Norte de Manaus. Marinha e Aeronáutica, por sua vez, estarão participando das ações das zonas Leste e Sul da cidade. O Corpo de Bombeiros vai atuar na inspeção e borrifação espacial (fumacê) de prédios públicos, incluindo as escolas.
Francisco Deodato acertou os detalhes da operação com o comandante da 12ª Região Militar do Exército, general de divisão Luiz Alberto Martins Bringel. A Semsa também já recebeu a adesão do comandante do 9º Distrito Naval, vice-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro; do comandante do 7º COMAR, brigadeiro do ar Nilson Sollet Carminati; e do comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antonio Dias dos Santos.
Mutirões de limpeza – Na próxima terça-feira (25), a Prefeitura dará início aos mutirões de limpeza pública que percorrerão os bairros da cidade, como parte das medidas que integram as ações da Operação Impacto de Combate à Dengue. A Semsa e a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) já estão trabalhando no cronograma dos mutirões, que está sendo montado com base o Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa), realizado pela Prefeitura de 3 a 13 deste mês. “A população será avisada com antecedência e orientada sobre o tipo de resíduo que deve ser priorizado, durante a realização dos mutirões”, informa o subsecretário municipal de Limpeza Urbana, Túlio Kniphoff.
O secretário Francisco Deodato, salienta que, além de apontar as áreas da capital onde há maior presença do mosquito da dengue, o LIRAa mosta, também, os tipos de criadouros que mais estão contribuindo para a proliferação do vetor. Segundo ele, os mutirões de limpeza vão começar pelos bairros onde o levantamento indicou que o lixo (garrafas, latas, ferros-velhos, carcaças de eletrodomésticos, entre outros) é o principal criadouro. “Esse tipo de resíduo é, basicamente, aquele que as pessoas vão acumulando no fundo do quintal e que acabam funcionando como depósito de água parada, ambiente propício à reprodução das larvas do mosquito da dengue”, explica Deodato.
De um modo geral, em Manaus, a principal contribuição para a proliferação do mosquito da dengue está sendo dada pelos depósitos de armazenamento de água no nível do chão (como é o caso de camburões), mantidos sem tampa. Esses depósitos respondem, segundo o último LIRAa, por 51,6% dos criadouros. Em seguida, vem o lixo (garrafas, latas, ferros-velhos, entre outros), com 24,4% e, depois, os chamados depósitos móveis (vasos, pratos de vasos de plantas, pingadeiras de bebedouros ou geladeiras, entre outros), com 12,5%.
Túlio Kniphoff explica os mutirões iniciarão com o suporte de 15 caçambas e duas pás-carregadeiras, que farão o recolhimento do lixo. “As pessoas devem ficar atentas aos avisos sobre a chegada do mutirão em sua rua. Neste dia, devem providenciar a limpeza e colocar na rua o lixo que estava no fundo do quintal. É importante que as pessoas façam a seleção correta desses resíduos. O objetivo do mutirão não é recolher, por exemplo, restos de poda de arvores ou similares”, orienta o subsecretário de Limpeza Pública.
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