Na semana passada foi noticiado que a empresa taiwanesa Foxconn pretende instalar duas fábricas no Brasil para produção de telas sensíveis ao toque, utilizado pelos tablets, alguns modelos de celulares e televisões, tudo articulado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, com o presidente mundial do grupo, Terry Gou.
Segundo o próprio ministro, hoje, somente quatro países no mundo produzem o display, sendo Japão, Coreia, China e Twaian. Espera-se que o Brasil seja o primeiro país no ocidente a entrar nesse segmento. O presidente da Foxconn afirmou que os investimentos são da ordem de US$ 12 bilhões e seis Estados estão na disputa para sediar o empreendimento.
O nosso pólo industrial já possui filiais da Foxconn, mas, diante do fato, o ministro já pronunciou que, para o Brasil receber uma fábrica desse porte, há uma série de pré-requisitos necessários como alto consumo de energia, água, logística e qualificação profissional.
Para bom entendedor, já dá pra entender que o Governo Federal pretende dar mais “uma pernada” na Zona Franca, pois foi através de uma articulação parecida com esta que ambos levaram a empresa para Jundiaí, no interior de São Paulo, para produzir os iPads e iPhones.
Já estou no quinto mandato e sempre sofremos ameaças, mas sinto que nunca fomos tão bombardeados contra a Zona Franca. É uma atrás da outra. Por exemplo, a PEC da Música, que pretende combater a pirataria, será votada até o final do mês na Câmara ameaça diretamente o nosso pólo fonográfico e videofonográfico composto por 6 mil empregos diretos no setor.
Estou de olho nessa PEC e tomaremos todas as medidas necessárias para salvar nosso pólo, mas isso será tema de outro artigo.
Disse em minha campanha e volto a dizer: é preciso se tornar menos dependente dos incentivos fiscais para consolidar de vez a Zona Franca, pois tenho certeza que somos capazes de criar, desenvolver e exportar tecnologia para o mundo todo.
Até a próxima!
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* Pauderney Avelino é deputado federal (DEM-AM).