O cargo de superintendente da Zona Franca de Manaus, vago com a renúncia da economista Flávia Grosso, está praticamente nas mãos do secretário-executivo da Receita da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), Thomaz Nogueira. O último obstáculo, que surgiu repentinamente, é o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Ele estaria se articulando nos bastidores para tentar emplacar alguém sem vínculo com o governador Omar Aziz ou o senador Eduardo Braga.
O ministro foi responsável por convencer a presidente Dilma Housseff a conceder incentivos fiscais diferenciados para a produção de tablets em outros Estados, fora da Zona Franca de Manaus (ZFM), com o que favoreceu São Paulo, onde tem base eleitoral e está o maior mercado consumidor do País, além da logística mais estruturada. Ele também tem sido arauto de uma corrente que pretende transferir para a produção de aparelhos de TV e de celular os incentivos que obteve para os tablets, um golpe de misericórdia na ZFM.
Mercadante é candidato a prefeito de São Paulo ou, meta mais ambiciosa, a governador paulista. Um superintendente da Suframa indicado por ele, mesmo sob o rótulo de “técnico”, funcionaria como verdadeiro Cavalo de Tróia dentro do modelo.
A notícia vem de um empresário, boa fonte, que circula nos meios políticos de Brasília.
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