Os trabalhadores da orla de Iranduba, que hoje vivem da economia que gira em torno da travessia de balsa entre Manaus e o Município, serão instalados num espaço provisório, entre as pontas do Pepeta e do Brito, após a inauguração da ponte rio Negro, dia 24/10. A decisão foi tomada numa reunião entre associações de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, o vice-governador José Melo, o secretário estadual da Região Metropolitana, Renê Levy, o presidente da Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH), coronel Luiz Gonzaga, deputados estaduais e o prefeito Nonato Lopes, na sede do Governo do Amazonas.

Renê Levy (direita), José Melo (esquerda), Gonzaga (centro, com pasta), estiveram na reunião com as associações que serão afetadas pelo fim da travessioa por balsa - foto: Chico Batata/Divulgação/ Agecom
“A travessia nas lanchas continua e o usuário vai poder escolher qual a melhor forma de viajar”, disse José Melo. Por conta da vazante do rio, a SNPH transferiu a atracação das balsas e lanchas que fazem a travessia para a ponta do Pepeta, o que levou os comerciantes para o local. Com a liberação do tráfego de veículos pela ponte, o ponto de embarque e desembarque de passageiros precisará ser desativado por medidas de segurança.
O projeto do Governo Estadual é fazer a terraplanagem e aplicação de massa asfáltica em um terreno na orla de Iranduba, a cerca de 100 metros da cabeceira da ponte Rio Negro, e oferecer barracas padronizadas cobertas com lonas para os comerciantes venderem seus produtos. Para a ancoragem das embarcações, a SNPH já negociou com os proprietários das lanchas a transferência do flutuante para o local.
O secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, e da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam), Fábio Alho, também participaram da reunião e integram uma comitiva que visitará Iranduba, nesta sexta-feira (14), para definir o local para a montagem da estrutura provisória.
Central de Abastecimento
Para atender feirantes, comerciantes e produtores rurais de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, surgiu a promessa de construção de uma Central de Abastecimento em Iranduba. Com um investimento de R$ 5 milhões, a obra atenderá grande parte da necessidade de produtores das calhas dos rios Amazonas e Solimões. O projeto está em fase de licitação.
Com capacidade para abrigar cerca de mil trabalhadores, o espaço terá 150 metros de cumprimento por 50 metros de largura de área construída, além de um estacionamento com 300 metros.
Também foram anunciados como projetos para Iranduba, após a ponte, a construção da cidade universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a instalação da nova tomada de água do município e o reforço na área de segurança pública. “Ainda tem a extensão da Zona Franca de Manaus para os municípios da Região Metropolitana de Manaus, o que vai atrair os empresários e movimentar a economia de vários municípios da região”, frisou José Melo.