Tenho me dedicado, ao lado de outros parlamentares com assento na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a duas tarefas duras e que já foram abandonadas por outros. Quero ir até o fim para desmanchar os nós que envolvem tanto os escombros daquilo que foi a obra do hotel Maksoud Plaza, na Ponta Negra, quanto a questão da telefonia no Amazonas.
Na questão do Maksoud, conseguimos trazer a Manaus o diretor do Departamento Financeiro e Recuperação de Projetos do Ministério da Integração Regional (MIR), Henrique Sampaio, que vem a ser o funcionário federal mais diretamente envolvido no caso, para ver de perto o tamanho do problema. Ele garantiu, a mim e ao deputado Adjuto Afonso, que esteve conosco em visita ao que foi erguido do hotel, que dias 17 e 18 de outubro haverá uma fiscalização definitiva na obra. Sampaio revelou que o Governo Federal, via Fundo de Investimento da Amazônia (Finam), liberou R$ 16,9 milhões para o empreendimento, dinheiro que terá de ser devolvido aos cofres públicos ou então a empresa terá que apresentar justificativas que não conseguiu apresentar nesses quase 20 anos.
Nosso objetivo, enfim, é evitar que um dos locais mais lindos de Manaus, na confluência do rio Negro com o igarapé do Tarumã, continue com aquele cenário horroroso que restou do que seria o segundo cinco estrelas de Manaus.
Outro problema gigantesco se refere à telefonia. Tornou-se intolerável o sofrimento que as operadoras vêm impondo ao povo amazonense, na capital e no interior. As ligações caem várias vezes, obrigando o usuário a utilizar novo pulso para reiniciar a conversa, com mais recursos saindo da mesa do cidadão amazonense para os cofres dessas empresas.
No acesso à Internet, elas não têm nenhuma vergonha de vender ao cliente um produto que não tem qualquer garantia. É quase uma loteria conseguir acessar a rede utilizando os famigerados modens oferecidos pelas empresas, a custo alto.
Conversamos. Tentamos resolver tudo no entendimento amigável. Não deu certo. O deputado Chico Preto e eu apelamos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ao Senador amazonense e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal, Eduardo Braga, por providências mais drásticas.
Como resultado, dia 11 de outubro haverá uma grande audiência pública na Assembleia com todas as operadoras, através dos seus presidentes – presidente da Vivo, presidente da Tim, presidente da Oi Telemar, presidente da Claro –, todos os conselheiros e a diretoria da Anatel, para resolvermos as questões.
Não está descartado que peçamos a intervenção do Governo Federal nas empresas. Ninguém impõe tanto sofrimento ao povo amazonense de forma impune.
O caso do hotel Maksoud Plaza, há tantos anos parado, e esse descaso das operadoras de telefonia são alvos de toda minha atenção. Vamos resolvê-los.
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* Marcos Rotta é deputado estadual, vice-presidente da Assembléia Legislativa e presidente da Com...