A presidenta Dilma lançará em Manaus, nesta quarta-feira, 28/09, o Plano Brasil Sem Miséria Norte, que objetiva tirar da extrema pobreza mais de 2,5 milhões de brasileiros que vivem na Região Norte. No Brasil, segundo o IBGE, 16 milhões de pessoas ainda vivem em condição de extrema miséria, apesar das políticas públicas dos últimos oito anos que tiraram 28 milhões de brasileiros da pobreza e levou 36 milhões para a classe média.
Merece nossos aplausos a iniciativa da presidenta Dilma em apoiar aqueles que são tão desamparados que não conseguiram se inscrever em programas sociais bastante conhecidos, como o Bolsa Família.
No entanto, é preciso que as políticas públicas destinadas à Região Norte levem em consideração a complexidade e a peculiaridade que esta parte do Brasil tem, que fazem com que grandes contingentes populacionais não tenham acesso aos serviços públicos básicos, como água, moradia, saúde, educação e luz elétrica, entre outros.
No Amazonas os números que refletem a ausência de políticas públicas são trágicos. Dos 62 municípios apenas 21 possuem alguma agência dos bancos oficiais; a maioria das cidades não tem peritos do INSS; 95% das cidades não têm mamógrafos; nações indígenas do Vale do Javari estão sendo ameaçadas por doenças como hepatite, pneumonia, infecções respiratórias, meningite, tuberculose.
A presidenta Dilma pode contar com o meu apoio na implantação do Plano Brasil Sem Miséria, mas continuarei cobrando dos nossos governantes que todos os cidadãos amazonenses da capital e do interior tenham acesso aos serviços públicos de qualidade.
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* Francisco Praciano (PT-AM) é deputado federal.