A regularização fundiária foi apontada como um dos principais itens para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, hoje, durante a 3ª Reunião do Conselho de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), região Centro-Norte, pelo diretor do Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adalberto Eberhard. O encontro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), discutiu as estratégias para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
Eberhard listou 13 itens que sugerem o modelo de desenvolvimento sustentável para a região, destacando a utilização e aplicação dos estudos de zoneamento realizados pelo Ministério. Ele disse que é preciso criar medidas que evitem o mercado de terras, a concentração da propriedade, entre outros. Os empreendedores brasileiros, destacou, nunca souberam explorar devidamente o potencial das florestas, como maneira de viabilizar economia mais sólida e permanente para a sociedade.
“O zoneamento não é nada além de um instrumento de apoio ao planejamento. Já a sua diretriz, definição de uso e ocupação do território é responsabilidade do Estado e da União. É importante que o gestor público, cada vez mais, invista no resgate das economias naturais dos serviços ambientais que a natureza oferece, pois são formas limpas de produzir a economia, diferente daquelas que adotamos como prática de destruir floresta e colocar qualquer coisa no lugar”, disse o funcionário.
O primeiro vice-presidente da Fieam, Athaydes Félix, lembrou que os desafios são muitos para que o Amazonas tenha condições de criar um desenvolvimento sustentável, porém as oportunidades que surgem são bastante incentivadoras. “A estrutura dominante no Estado é a indústria fazendo que a dinâmica criada pelo Polo Industrial de Manaus agregue um valor adicional aos nossos produtos, que é proporcionar a preservação da cobertura vegetal, evitando o desmatamento desordenado que infelizmente ocorre em outras regiões”.
A secretária estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Nádia Ferreira, disse que o atual índice de sustentabilidade da Floresta Amazônica no Estado, que aponta média de 98% de preservação, se mantém devido a influencia e contribuição do PIM. “O próximo passo é ampliar essa metodologia de cuidados com o meio ambiente da Zona Franca de Manaus aos municípios, potencializando as tendências econômicas do interior do Estado, sem esquecer do respeito pela natureza”, acrescentou.
Na avaliação do gerente-executivo da Unidade de Meio Ambiente da CNI, Shelley Carneiro, os Estados da Amazônia vivem um dilema quanto à preocupação ambiental e sua sustentabilidade. O gerente ressalta que é preciso conhecer os problemas de cada Estado para unir forças no trabalhar de mobilização integrada sobre o assunto, possibilitando um melhor desenvolvimento industrial. Neste esforço, a CNI já realizou a Reunião do Coema Centro-Norte, no Pará e Cuiabá, e hoje promoveu o amplo debate sobre planejamento e políticas ambientais na FIEAM.
“Precisamos ter um alinhamento estratégico de soluções mais adequadas para termos uma indústria competitiva na região”, afirmou Carneiro, ressaltando que a discussão foi bastante produtiva, dando subsídios ao planejamento estratégico de licenciamento, pesquisa, políticas e projetos no segmento de meio ambiente.
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