Os bancários estão prometendo greve nacional, a partir desta terça-feira, revoltados com a proposta da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), feita na sexta-feira (23/09), de 8% de reajuste salarial, contra os 12,8% pedidos pela categoria. O Sindicato dos Bancários do Amazonas emitiu comunicado, agora à noite, dizendo que 100% dos cerca de 3 mil integrantes da categoria no Estado participarão do movimento, por tempo indeterminado. “Banco não é serviço essencial e todos podem parar”, diz o comunicado.
Outras reivindicações não atendidas pelos banqueiros é a de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), 14º salário, contratação de 50% de pessoal, em relação ao quadro atual, ou seja, mais 1,5 mil funcionários, visando diminuir o tempo do usuário na fila, além de cláusulas sociais.
A nota do Sindicato dos Bancários do Amazonas afirma que o salário base da categoria está em R$ 1,250 mil e passaria para R$ 1,350, com o reajuste oferecido pela Febraban. Com os 12,8% reivindicados, o valor iria para R$ 1.410,00. “Amanhã, somente os caixas eletrônicos vão funcionar”, diz a nota.
Os bancários amazonenses pretendem concentrar o movimento, das 9h às 15h, nas agências da Caixa, na avenida Henrique Martins com rua Barroso, no Centro; Banco do Brasil, na avenida Guilherme Moreira; e Banco da Amazônia, no Boulevard Álvaro Maia.
O Amazonas tem agências dos bancos privados Rural, Safra, Itaú, Santander, HSBC e Bradesco, além dos públicos Caixa, Banco da Amazônia e Banco do Brasil. Os bancários nunca atingiram o pretendido índice de 100% de paralisação, nas greves anteriores.
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