O casal britânico Bruce Scott, fotógrafo, e Lesley Norise, ex-aeromoça, resolveu se aventurar na BR-319 (Manaus-Porto Velho), num trailer pesando cerca de sete toneladas, e não passou do KM-400 da rodovia, à altura de Manicoré, onde o veículo fez ruir uma ponte de madeira. Os dois, que nada sofreram, usaram um telefone ligado a satélite (Globalstar) para acionar a Guarda Costeira do Reino Unido, ontem à tarde, e esta retransmitiu o pedido de socorro ao Salvamar Brasil, que conseguiu efetuar o resgate hoje pela manhã.

Trailer onde o casal viajava pesava sete toneladas e fez romper essa ponte de madeira. O veículo está seriamente avariado
O Salvamar Brasil acionou o Salvamar Nordeste, que tem sede no 7º Distrito Naval, em Manaus, e este deslocou um helicóptero modelo Esquilo (N-7058), em busca dos sobreviventes. A aeronave, que pertence ao 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-3), decolou somente ao nascer do sol. As nuvens baixas, características do começo da manhã na Floresta Amazônica, por conta da evaporação de água das árvores, impediu a busca de imediato, conforme planejado. O helicóptero reabasteceu em Manicoré e decolou novamente para o local, onde realizou o resgate e retornou para Manaus por volta das 12h50, com o casal a bordo.
Os britânicos foram encaminhados à Policlínica Naval de Manaus, onde passaram por exames preliminares, e encontram-se bem. “A ponte fez um estrondo. Nos assustamos muito. O carro caiu de lado e ficou bastante danificado”, disse Scott. “Se eles tivessem nos comunicado e pedido informações sobre a rodovia não teríamos permitido que eles fizessem a viagem, num veículo pesado como esse”, disse o cônsul honorário Vincent Brown, do Consulado da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte em Manaus.
A Marinha do Brasil comemorou o resgate, que conseguiu impedir o casal de permanecer mais de 24 horas dentro da mata, em local de difícil acesso e em condições precárias. Os dois mantém um blog na internet (www.treadtheworld.com), no qual conta suas aventuras na América Latina. Bruce esteve na Amazônia em 1974. Leslie viajou pela mundo, por 20 anos, como aeromoça da British Aerways.
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