Uma fonte do blog afirma que a empresa Trairi, proprietária das balsas que fazem a coleta de lixo dos igarapés e da orla fluvial de Manaus, não paralisou os trabalhos por causa do fim do contrato com a Prefeitura de Manaus e sim por atraso no pagamento. A empresa teria acumulado perto de R$ 2 milhões a receber pelo trabalho.
O blog fotografou o igarapé do 40, na área próxima à ponte de Educandos, que mostra o acúmulo de lixo crescendo.
É comum, na época da cheia, a Prefeitura realizar a coleta de toneladas e toneladas de lixo dos igarapés e apresentar isso como uma demonstração de eficiência. Não é. Esse lixo, que resulta das palafitas espalhadas ao longo dos cursos d’água, da má educação de outros moradores das proximidades, assim como da absoluta falta de campanha educativa junto a esse público, precisa ser retirado diariamente, como é feito com o acumulado nas ruas.
Como isso não acontece, quando o igarapé seca aparece tudo o que foi jogado e não retirado. Assim, as toneladas que a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) retira é um flagrante de ineficiência.
O fim do contrato com a empresa Trairi está sendo usado como bode espiatório para a paralisação da retirada do lixo dos igarapés e da orla, mas, como é óbvio, é outro exemplo de ineficiência, uma vez que não poderia cessar justo no momento em que está mais fácil recolher o lixo e a empresa terceirizada deveria ser cobrada pela lixarada que está aparecendo aos borbotões.
A Semulsp divulgou nota afirmando que espera o fim do contrato, que ocorrerá no dia 30, para fazer nova licitação e contratar outra empresa. O vereador Massimi Miki está sugerindo contrato de emergência para evitar um desastre ambiental.
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