O presídio de Parintins, parcialmente interditado no dia 9/8 pelo juiz da 3ª Vara da Comarca de Parintins, Antônio Itamar Gonzaga, mantém a situação que levou à decisão: improviso, superlotação e má conservação. O coordenador estadual dos presídios, secretário-executivo da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejus), coronel PM Bernardo Encarnação, anuncia agora que técnicos da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinf) estiveram na cidade ontem e têm a incumbência de preparar projeto para iniciar o processo de reforma do local.
O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas, Cabo Maciel (PR), que já vistoriou o presídio, anuncia que estará em Parintins, nesta sexta-feira, para nova vistoria.

O deputado estadual Cabo Maciel (camisa branca, manga comprida) esteve em Parintins, ao lado do coordenador de presídios da Sejus, coronel Bernardo (azul)
O presídio funciona na antiga delegacia de polícia da Ilha Tupinambarana, que tem capacidade para 32 presos, desde fevereiro de 2001, e tinha 158 presos, 19 mulheres, até a terça-feira, 23/08, apesar da decisão judicial.
A interdição se deu por pressão direta do desembargador Sabino da Silva Marques, presidente do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, que esteve na cidade no final de julho. A situação do presídio parintinense foi discutida em sessão pública ocorrida na Assembleia Legislativa, ontem, quando ficou constatada a necessidade de ações que devolvam condições mínimas de respeito aos direitos humanos ao local.
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