Ser cristão implica necessariamente crer que: Deus é real, vivo e verdadeiro; Ele se auto-revelou aos homens por intermédio da Sua Palavra, sobretudo pela encarnação da Palavra da Vida, o Eterno e Bendito Filho de Deus, Jesus o Cristo; Sua revelação foi registrada pelos profetas e apóstolos que, sob inspiração divina, foram fiéis e precisos no registro inerrante e infalível da auto-revelação; A Bíblia Sagrada é o registro escrito da revelação, logo, a única base legítima e autêntica sobre a qual se constrói as doutrinas e a piedade cristã.
Não é a toa que os genuinamente evangélicos já foram apelidados de “bíblias”, pois, o crente verdadeiro não abre mão de ler, estudar, viver e carregar consigo um exemplar do livro divino. Infelizmente, é preciso admitir que a liberdade de leitura e interpretação tem dado oportunidade para oportunistas e fanáticos tentarem, com criatividade, malícia e extremismos, fazê-la dizer o que de fato não diz se interpretada de acordo com a boa hermenêutica. Mas, apesar dos riscos que toda liberdade produz, os atentos saberão separar o joio do trigo, ficando assim com o conhecimento de Deus que só é possível obter lendo e estudando as Sagradas Escrituras.
E as demais escrituras das demais religiões consideradas tão sagradas por elas quanto a Bíblia pelos cristãos? Bem, de acordo com o ensino bíblico, Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida, assim sendo, Sua Palavra é última, pois, Ele é o Deus encarnado, portanto, único Mediador e Revelador de quem Deus é e de quais são Seus planos de salvação para a humanidade caída no pecado. Isso significa que existe verdade absoluta e que existem equívocos que devem ser rejeitados.
De fato, em uma cultura pós-moderna essas declarações soam exclusivistas e discriminadoras indo de encontro àquilo que hoje se considera uma cultura da tolerância e da inclusão de tudo e todos, desde que não se faça o mal ao próximo. Mas, essa cultura é julgada pela Bíblia e considerada inapropriada, o que consequentemente produzirá choques e atritos que resultarão em conflitos ainda inimagináveis, mas previstos por Jesus Cristo nas páginas dos evangelhos. Segundo Ele, quanto mais próximos estivermos do fim da história, mais Seus ensinos serão considerados insuportáveis e intragáveis, portanto, Jesus profetizou perseguições contra a igreja genuinamente cristã de uma envergadura e ódio até então desconhecidas na história humana.
Por isso, uma das características do fim dos tempos é a apostasia, isto é, o abandono da verdadeira fé cristã. Não é exatamente isso o que está acontecendo em nossos dias? Infelizmente, o que hoje está sendo pregado não é o evangelho, mas, mais distorções do mesmo, logo, quando apóstatas pregam um falso evangelho a tragédia é das maiores, pois, o evangelho é o antídoto divino e se ele for adulterado não resta alternativa, pois, não há. Quando a igreja se curva diante da política para obter benefícios e apoia partidos que negam a essência da fé, então, estamos de fato a beira do abismo.
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Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.