Nesta quinta-feira (18), os professores da Universidade Federal do Amazonas participam de Assembleia Geral para avaliar o encaminhamento das negociações com o governo federal e decidir sobre a possível data de greve dos docentes. A Assembleia convocada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua) será às 10h, no auditório da entidade (estrada do ICHL, no Campus Universitário).
O presidente da Adua, Antônio Neto, informa que os professores da Ufam decidiram seguir o calendário de indicativo de greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). No próximo dia 20, haverá uma reunião na capital federal com todas as secções sindicais dos estados brasileiros para definir uma data para a paralisação nacional.
Para esta reunião, os professores da Ufam irão levar suas ponderações relacionadas à proposta do governo, bem como uma sugestão de data para a greve. “Todas essas definições sairão do consenso entre os participantes da assembleia. Por hora, tudo está indicando que possivelmente vamos paralisar”, ressalta Antônio Neto.
Impasse
Segundo a Adua, mais uma vez o governo demonstrou sua inflexibilidade para atender às reivindicações da pauta docente durante a reunião no último dia 16, em Brasília. Participaram do encontro representantes do Andes-SN, do Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) e o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento (MP), Duvanier Paiva.
Durante a reunião, Duvanier manteve a proposta de incorporação da Gratificação por Exercício do Magistério Superior (Gemas) e Gratificação de Atividade Docente de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Gedbt) ao vencimento básico dos professores, mas deixou de fora a correção das distorções ocorridas com a criação da classe de professor associado.
Para os representantes do Andes-SN e Proifes, a proposta do governo é insuficiente, pois não cobre sequer a corrosão inflacionária do segundo semestre de 2010. Em circular publicada no site do Sindicato Nacional (www.andes.org.br), a categoria expressa que os limites impostos pelo governo nas negociações demonstra a “desvalorização dos docentes”.
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