Nos últimos dias a nação tem sido notificada pela imprensa a respeito do elevado índice de corrupção no Estado e a extensão da mesma, sem causar espécie em ninguém, pois, assim como nas praias surgem ondas pequenas e grandes, assim também surgem, de tempos em tempos, notícias de uma prática constante e comum em nosso País, que é o roubo covarde e destruidor.
Seria a corrupção elevada e desenfreada privilégio tupiniquim? Com certeza, não! Os noticiários internacionais deixam claro que os países do chamado Primeiro Mundo estão também falidos e endividados, gerando verdadeiro pânico na economia mundial, em virtude de corrupção escamoteada. Mas, seria a corrupção um fenômeno exclusivo da esfera estatal e dos órgãos públicos? O dia a dia de quem compra e vende, empresta e toma emprestado, assume compromisso e responsabilidade revela que a corrupção é uma característica da natureza humana.
No passado, chegou-se mesmo a pensar que pessoas bem educadas e vivendo em situações de conforto econômico não reproduziriam os mesmos erros dos arcaicos antepassado, a plebe ignara. Mas, a história está aí diante de todos para provar justamente o contrário. No entanto, ainda hoje deposita-se muita confiança no ser humano e no seu progresso, consequentemente, no progresso da humanidade, mas, pela percepção da realidade isso ainda está bem longe e pode muito bem ser considerado uma linda utopia humanista, que se recusa a admitir, diante de tantas e irrefutáveis provas, que o ser humano é o problema do mundo.
Segundo o diagnóstico bíblico, todo problema do mundo está no cerne do ser humano, seu coração contaminado e contaminador, pois, Jesus declarou: “O que sai do homem é que o torna impuro. Pois é de dentro do coração dos homens que procedem maus pensamentos, imoralidade sexual, furtos, homicídios, adultérios, cobiça, maldade, engano, libertinagem, inveja, blasfêmia, arrogância e insensatez. Todas essas coisas más procedem de dentro do homem e o tornam impuro”, Marcos 7: 20 – 23.
Se tão somente essa verdade fosse levada em conta e os homens reconhecessem quem são, pecadores, e o quanto precisam de um novo coração, que só Deus pode lhes dar, então, começaríamos a experimentar mudanças significativas, pois, enquanto essa fonte de maldade, injustiça e corrupção, o coração humano, continuar entregue a si mesmo; enquanto a humanidade continuar com o discurso “siga seu coração!”, “faça aquilo que seu coração pede”, não haverá esperança para ela, pois, o que um coração caído, corrupto e afastado de Deus pede é a saciação de desejos egoístas que não terão pena nem de ninguém, para vê-los ampla e profundamente saciados.
Triste ilusão vive a raça humana que, apesar das desilusões e sofrimentos resultantes das inclinações e tendências do coração humano, ainda continua acreditando piamente que tudo está bem com ele. Sem conversão genuína, produto do arrependimento sincero e da fé no evangelho de Jesus Cristo, não há saída para o homem e muito menos para o mundo.
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Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.