Um ponto de exploração mineral ilegal, à altura do KM-3 da BR-174, em Área de Proteção Ambiental (APA), e focos de invasões nas comunidades Jefferson Péres e Novo Paraíso, na Área de Proteção Permanente (APP) igarapé do Mariano, foram identificados no Tarumã. A Justiça determinou, recentemente, a retirada de cerca de 2,5 mil ocupantes dessa mesma região.
Diversas denúncias de populares levaram técnicos da diretoria de Qualidade e Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) a um sobrevoo no local para identificar os problemas, na tarde de quinta-feira. Eles pousaram no terreno e encontraram sinais da exploração, com grande quantidade de pedras amontoadas, embora sem marcas de pneus, máquinas ou trabalhadores. Uma casa próxima, provavelmente utilizada como apoio, estava fechada.

O diretor de Qualidade e Controle Ambiental da Semmas, Norberto Magno, toma as coordenadas do terreno com vestígios de exploração mineral
As denúncias de que estão ocorrendo explosões na área serão averiguadas em incursões terrestres da fiscalização, agora que as coordenadas do local foram registradas, segundo disse o secretário de Meio Ambiente, Marcelo Dutra. “Denúncias como essa podem ser feitas pelo 08000-92-2000, que funciona em regime de plantão 24 horas”, acrescentou.
Ocupações
O sobrevoo serviu também para identificar novos focos de invasão na APA do Tarumã, ao longo da APP do igarapé do Mariano. “Observamos que os invasores estão utilizando como estratégia a abertura de clarões na mata e a construção de poucas casas, como forma de marcar território, à custa da derrubada de muitas árvores de grande porte e queimadas de grandes proporções”, informou o diretor de Qualidade e Controle Ambiental da Semmas, Norberto Magno, que participou da incursão.
Os pontos onde esses focos se localizam, nas comunidades Novo Paraíso e Jeferson Perez, foram georeferenciados para futuras intervenções, garantiu o funcionário.
Uma denúncia que chegou ao blog, há alguns dias, dá conta de que os ocupantes estão utilizando canoas para atingir as novas áreas.
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