Veja mais notícias em ReleasesA exemplo de Belo Horizonte (MG), o Amazonas também deverá implantar o Centro Amazonense de Resíduos, que será responsável pela coleta de lixo eletrônico no Estado. A iniciativa foi sugerida na manhã desta quinta-feira (14), em reunião promovida pelo deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
Durante a reunião, que contou com a presença do presidente do Instituto de Proteção ao Meio Ambiente (Ipaam), Antônio Stroski, e do promotor da Promotoria Especialização em Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Mauro Veras, também foi discutida a possibilidade de obter incentivos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para fomentar o mercado de reciclagem desses resíduos.“A ideia é buscar parcerias para trabalhar reutilização, reciclagem e políticas de tratamento que garantirão um destino ao lixo eletrônico produzido pelas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Sendo assim, a parceria com a Suframa viabilizaria todo esse processo”, afirmou o promotor Mauro Veras.Além disso, explicou Veras, a ausência de programas de reciclagem desses produtos pode causar sérios danos ao meio ambiente. “A iniciativa da Assembleia é louvável, uma vez que até hoje nada neste sentido havia sido proposto”, comentou.Para o presidente do Ipaam, Antônio Stroski, a criação do Centro de Resíduos seria uma alternativa para a conscientização da sociedade em relação à coleta de lixo eletrônico, a inclusão digital e social, já que deverá favorecer a criação de um novo mercado financeiro para o Estado.“O lixo eletrônico é perigoso e precisa ter um destino adequado. A criação de um centro específico, além de resguardar o meio ambiente, vai abrir um novo nicho mercadológico, com a geração de muitos empregos, pois para atuar nesta área, as empresas deverão estar licenciadas junto ao Ipaam”, justificou Stroski.Conforme informações prestadas na reunião, a multinacional Nokia — uma das maiores empresas do PIM — envia todos os meses contêineres para o México com esse tipo de lixo eletrônico. “Esse investimento poderia ser feito no Amazonas, mas não comportamos isso”, disse Stroski.Na avaliação do deputado Marcos Rotta, a reunião com representantes de órgãos do meio ambiente foi positiva. “Após esse pontapé inicial, já estão pré-agendadas outras reuniões que irão incluir, além dos órgãos do meio ambiente, instituições como a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a Suframa e o Sebrae. Isso deverá ampliar as discussões e garantir que o Centro de Resíduos seja implantado no Amazonas”, ressaltou Rotta.“Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos do governo federal já em vigor, não precisamos de mais uma legislação, basta fazer com a lei existente seja cumprida”, concluiu Rotta.