Cinco comunidades ribeirinhas, da área do Tarumã-Açú – Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Livramento, São João do Tupé, Julião e Agrovila – estão sendo atendidas durante toda esta semana com mutirões de limpeza da Prefeitura de Manaus. A limpeza, que acontece todos os anos durante o período da cheia, quando o acesso das embarcações fica mais fácil, obedece aos mesmos padrões dos mutirões de limpeza que são feitos nos bairros de Manaus, durante todo o ano.
Por determinação do secretário José Aparecido dos Santos, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) está colocando, diariamente, 35 garis para recolherem os resíduos sólidos de grande porte como móveis e objetos inservíveis e também os produtos de podas de árvores, capinação e limpeza em geral dos terrenos dos moradores. Na segunda e terça-feira, a Semulsp atendeu as seis comunidades instaladas na área do Tupé, de onde foram retirados pouco mais de seis toneladas de resíduos sólidos.
Nesta quarta-feira (13), foi a vez da comunidade Nossa Senhora de Fátima, localizada a 13 quilômetros da capital, com aproximadamente quatro mil moradores, receber os serviços do mutirão de limpeza. Na quinta-feira (14), as equipes atendem também o Julião e a Agrovila e, na sexta-feira (15), vão para o Livramento.
O subsecretário da Semulsp, Túlio Kniphoff, explicou que o mutirão de limpeza das comunidades é feito pelos garis, que transportam os resíduos coletados para a margem do igarapé do Tarumã, que desemboca no rio Negro. Na margem, uma balsa com capacidade para 500 toneladas, atraca e todo o lixo é transportado para um porto na orla do São Raimundo. Dali, é embarcado em caçambas e levado até o aterro sanitário de Manaus.
Moradores
De acordo com o vice-presidente da associação dos moradores do N. Sra. de Fátima, Romildo Oliveira, esse trabalho de retirada dos resíduos já está surtindo efeito no visual do local. “Antigamente, o lixo era jogado no rio, enterrado ou queimado, mas agora tudo é diferente. Esse trabalho da Semulsp está mudando a cara do lugar”, declarou. Segundo Oliveira, “os moradores estão fazendo uma parceria com a prefeitura, que está dando certo”.
Coleta domiciliar
Além do mutirão de limpeza anual, as comunidades ribeirinhas também recebem a coleta domiciliar semanalmente. A Semulsp mantém um funcionário no Nossa Senhora de Fátima, por exemplo, que em todas as segundas-feiras faz o recolhimento do lixo gerado durante o final de semana, quando a população das comunidades praticamente dobra. “Muito lixo é produzido pelos visitantes de final de semana e nossa equipe aproveita a segunda-feira para limpar. Na terça-feira uma balsa de pequeno porte atraca e retiramos tudo”, complementa o secretário José Aparecido.
Assessoria de Imprensa da Semulsp
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