O custo da cesta básica de Manaus apresentou aumento após quatro meses consecutivos de queda comparativamente ao mês anterior, ficando em R$ 250,30 em junho de 2011 de acordo com pesquisa realizada pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. A capital amazonense passou a ocupar a 6a posição dentre as 17 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, seguindo definições do Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938.
O preço da cesta básica de Manaus, composta por 12 produtos, apresentou aumento de 1,94% em relação ao mês de maio. No mês anterior o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 245,54. Em junho de 2010 a cesta básica custou R$ 236,27.
Salário Mínimo
Comparativamente com maio de 2011 um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em junho, 49,92% de seu rendimento líquido – R$ 501,40, após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária – com a aquisição dos alimentos básicos. Em maio o comprometimento foi de 48,97%.
Este mesmo trabalhador precisou trabalhar 101 horas e 02 minutos para comprar a cesta básica em junho. Em maio a jornada exigida era de 99 horas e 07 minutos. Na média das 17 capitais a jornada era 96 horas e 05 minutos, tempo maior que o exigido em maio (95 horas e 16 minutos). Em junho de 2010, a mesma aquisição comprometia uma jornada de 94 horas e 56 minutos.
Alimentação básica
O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 750,90 durante o mês de junho. Esse valor equivale a aproximadamente 1,38 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 545,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 736,62.
Salário mínimo necessário é R$ 2.297,51
O DIEESE estima, mensalmente, o valor do salário mínimo necessário para a aquisição da cesta, levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Para este cálculo, o DIEESE utiliza o custo mais elevado da cesta básica que neste mês foi apurado em São Paulo. Em junho, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.297,51, o que representa 4,22 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545,00. Em maio, o valor estimado era bastante parecido, de R$ 2.293,31, ou seja 4,21 vezes o piso em vigor. Em junho de 2010, o menor valor deveria ser de R$ 2.092,36, isto é, 4,1 vezes o mínimo de então, de R$ 510,00.
Comportamento dos preços
Em junho sete produtos apresentaram variação alta nos preços, quatro apresentaram redução e um produto não apresentou variação em seus preços, influenciando o custo total da mesma que ficou 1,94% mais caro no mês em questão. A banana (9,06%) foi o produto com a maior alta no mês seguido do tomate (7,17%), da manteiga (6,62%), do café em pó (4,13%), do leite (1,54%), do açúcar (0,90%) e do pão francês (0,75%). O feijão (-8,19%) foi o produto que apresentou a maior redução no mês, seguido, da farinha (-6,75%), do arroz (-3,39%) e da carne (-1,15%). O óleo de soja ficou estável no mês.
O preço da banana cresceu no mês analisado. No ano o produto acumula 4,90% de alta.
O tomate apresentou alta generalizada no mês pesquisado, 16 das 17 capitais pesquisadas entre estas Manaus. No primeiro semestre deste ano o produto acumula alta de 17,32% e em 12 meses registra variação de (12,39%).
A manteiga apresentou alta em nove das dezessete capitais. A maior alta foi em Manaus. Porém no ano acumula redução (-14,85%) e em 12 meses (-3,75%).
O café em pó apresentou alta em 8 capitais, entre estas Manaus. No semestre o produto está 12,06% mais caro e em 12 meses registra variação de (13,87%).
O leite também apresentou alta em seus preços em 8 das dezessetes capitais pesquisadas, inclusive Manaus. No ano apresenta redução (-2,59%), mas em 12 meses acumula alta (15,86%).
O açúcar acumula variação (15,38%) na análise anual e nos últimos 32 meses (118,45%), em função da forte alta que aconteceu no início de 2009 e que vem se repetindo neste ano. No semestre o produto já apresenta alta de 13,07%.
O pão francês acumula variação de (5,10%) nos preços no ano de 2011 e está 3,08% mais caro que um ano atrás. O produto apresentou uma pequena alta no mês pesquisado.
O feijão apresentou a maior redução no mês. No acumulado de 12 meses apresenta (- 9,12%). O produto está 34,34% mais barato que no início do ano em Manaus.
A farinha de mandioca também apresentou redução em seus preços. Em 12 meses acumula variação (-23,70%) nos preços e nos últimos 6 meses acumula (-26,10)%.
O arroz registrou queda em 13 das 17 capitais, entre estas Manaus. Acumula (-9,97%) no semestre e (-2,46%) na análise dos 12 meses.
A carne bovina apontou queda de preço em 11 capitais. O produto em questão esta 3,53% mais barato que no início do ano, porém em 12 meses apresenta alta de (15,03%).
O óleo de soja não apresentou variação em seus preços no mês analisado, no entanto no acumulado de 12 meses apresenta alta (31,82%) e está 6,62% mais caro que 6 meses atrás.
Queda no preço
Em junho, somente cinco das 17 capitais onde o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, apresentaram queda no valor do conjunto de gêneros alimentícios essenciais, número igual ao apurado em maio. As quedas ocorreram em Goiânia (-3,23%), Aracaju (-1,84%), Vitória (-1,71%), Rio de Janeiro (-1,19%) e Brasília (-1,14%). Dentre as 12 cidades onde os preços subiram, os destaques foram Florianópolis (4,44%), Fortaleza (3,64%) e João Pessoa (3,02%).
A capital paulista registrou o maior custo para a aquisição dos itens básicos, somando R$ 273,48. Em Porto Alegre, o preço da cesta correspondeu a R$ 272,24 e, em Florianópolis, ficou em R$ 266,44. As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 183,24), Salvador (R$ 204,69) e João Pessoa (R$ 206,22).
No primeiro semestre deste ano, apenas Manaus (-0,70%) e Goiânia (-0,87%) apresentam variações acumuladas negativas. Já os maiores aumentos foram anotados em Florianópolis (11,88%), Fortaleza (9,87%), Porto Alegre (7,97%) e João Pessoa (6,17%).
Nos últimos 12 meses, de julho de 2010 a junho deste ano, a variação acumulada é negativa em Salvador (-1,52%) e Aracaju (-0,50%), e as maiores altas ocorreram em Fortaleza (24,20%), Florianópolis (14,62%) e Rio de Janeiro (12,60%).
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