Recentemente participamos de uma audiência pública destinada a discutir os recentes problemas enfrentados pelo Pólo Industrial de Manaus, referente à produção dos “tablets”. Temas como esse, costumam chamar a atenção da imprensa local e aglutinar personagens da política, com os mais diversos pontos de vistas.
A audiência tinha a característica de uma ação de bombeiros tentando apagar o fogo iniciado com a ameaça de perdas para a Zona Franca de Manaus. Como sempre acontece à menor sinalização de ataque à principal economia do Estado é como mexer num vespeiro. Por sua vez, alguns meios de comunicação, de forma muito apressada, começam atirar a esmo e, nesse caso, colocaram em xeque a postura da presidente Dilma Rousseff, como se ela fizesse parte de uma sórdida trama contra o PIM.
O caso dos tablets e o mais recente ataque à estabilidade econômica da Zona Franca de Manaus, certamente não é a repetição de fatos ocorridos há alguns anos, quando outros presidentes da República, reconhecidamente, se engajaram na defesa dos interesses empresariais sulistas.
É preciso destacar ainda outra característica deste e de outros espaços onde se discutem o futuro do PIM. Ainda que estejamos presentes na mesa de debates, percebemos que nessas discussões, majoritariamente, estão presentes os mais aguerridos representantes dos segmentos empresariais e governamentais do Estado. Entretanto, esses assuntos pouco ou quase nada são discutidos entre os trabalhadores da base.
Penso que precisamos ampliar o debate, trazer os trabalhadores para o centro da discussão da economia de Manaus, do Amazonas, que também é o seu próprio futuro. O assunto interessa diretamente a todos os segmentos, especialmente para quem está na linha de frente do processo produtivo.
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* Valdemir Santana é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.