A mansonelose é uma doença que pode ser transmitida por dois parasitas, a Mansonella ozzardi, que é originária das Américas, e Mansonella perstans, originária do continente africano. Os dois vermes podem ser transmitidos por algumas espécies de maruins e piuns, mosquitos comuns na região.
Os dois vermes causam sintomas semelhantes nas pessoas, o que torna difícil para os profissionais da saúde diagnosticarem a doença, mas depois de um tempo na Amazônia já conseguem diferenciar a mansonelose da malária e de viroses comuns.
Pesquisadores do início de formação do Inpa como Djalma Batista, Wallace de Oliveira, Mário Moraes já demonstraram que a mansonelose causada por M. ozzardi é uma enfermidade patogênica. Nelson Cerqueira, também do Inpa, descreveu para a Amazônia a transmissão feita pelos piuns, no entanto só foi reconhecida, depois de pesquisadores ingleses terem concordado.
De acordo com o pesquisador os principais sintomas da Mansonelose são: dor de cabeça, frieza nas pernas, inflamação dos gânglios e febres elevadas podendo levar até ao coma. A forma mais rápida e segura para diferenciar a mansonelose da malária e das viroses comuns, segundo o pesquisador, é o exame de sangue feito em lâminas.
O tratamento da doença foi interrompido em todo Estado do Amazonas, já que para os profissionais da saúde, os medicamentos não faziam efeito esperado e davam reação alérgica. Foi diagnosticado que em alguns pacientes existia uma dupla infecção, por isso o medicamento só eliminava um dos vermes, o que causava a interpretação errada do medicamento não ser efetivo. Py-Daniel informa que, quanto as reações alérgicas, basta que o tratamento seja adminstrado com os mesmos cuidados que se têm no tratamento da oncocercose que tudo está resolvido.
“Em vez de colherem as laminas e mandarem para os especialistas, na tentativa de identificação do material coletado, apenas acharam mais conveniente deixar de tratar. Esta atitude pode ser considerada, nitidamente, como uma ação sanitária imprópria, e que não visa o bem estar do ser humano paciente, mas sim dar solução administrativa para um problema encontrado para beneficiar o ser humano que está recebendo salário para tratar o paciente”, critica o pesquisador.
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Núcleo de Comunicação Digital (NCD) do Inpa.
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