24/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ibama impede uso de agrotóxico para desmatar em Novo Aripuanã

Publicado em 26 de junho, 2011

Herbicida altamente tóxico estava sendo usado para desmatamento em Novo Aripuanã (AM). Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Ronováveis (Ibama), que realizam a Operação Guaricaya, identificaram na manhã de sexta feira (24/06) cerca de quatro toneladas desses produtos químicos. A apreensão se deu no quilômetro 160 da rodovia AM-174, que liga Apuí à Novo Aripuanã.

Fiscal chega ao local onde o agrotóxico estava armazenado

De acordo com Cícero Furtado, coordenador da operação, a situação foi levantada pelo serviço de inteligência do Ibama. O produto seria utilizado como desfolhante para destruição de cerca de 3 mil hectares de floresta. O sistema empregado pelos desmatadores não tinha nada de rústico. O herbicida estava armazenado em local inadequado, escondido no meio da mata e seria pulverizado com o uso de aeronave, segundo o coordenador.

Três tipos diferentes de agrotóxicos foram identificados: 2,4 – D AMINA 72, U46BR, Garlon 480 e óleo mineral, que seria utilizado como fixador do herbicida nas folhas.

Este tipo de defensivo agrícola é utilizado em lavouras de culturas agrícolas, para o controle de plantas daninhas, sendo necessária a emissão de receituário agronômico para aquisição e aplicação em doses específicas, acompanhada por um engenheiro agrônomo. Se forem aplicados inadequadamente, podem causar sérios danos ao ambiente, como a poluição de lençóis freáticos, perda de diversidade biológica de solos, morte de animais e insetos, entre outros.

O responsável já foi identificado e sofrerá as penalidades administrativas previstas na Lei de crimes ambientais (9.605/98) – multa de R$ 500 mil a R$ 2 milhões.

Para Silvia Alves, chefe substituta da fiscalização do Ibama no Amazonas, a ação é resultados do trabalho que o instituto está realizando para controlar o desmatamento ilegal no Sul do Estado. Segundo ela, o órgão continuara com o monitoramento e a fiscalização o ano todo, com o objetivo de combater os crimes ambientais e evitar que outros municípios entrem na lista dos que mais desmatam na Amazônia.

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