Para esquentar o assunto dos mototaxistas, gostaria de contar dois episódios que aconteceram comigo recentemente.
O primeiro foi quando precisei dos serviços de um desses “profissionais”: meu carro estava com a correia dentada quebrada e precisava de transporte para ir atrás de uma.
O resultado é que nunca fiquei tão perto da morte, pois o condutor cruzou a avenida Brasil, por uma de suas transversais na contramão, no instante em que um carro vinha em sentido perpendicular.
Vi tudo de antemão, e confesso que pensei, naquela fração de segundos, que iria ou encarar a morte, ou ficar sem (no mínimo) uma das pernas. No último segundo, o veículo diminuiu a velocidade e parou a poucos centímetros (isso mesmo!) da moto, que continuou após dar uma ligeira “rabeada”.
O condutor nem sequer deu uma palavra, como se aquilo fosse parte da viagem… No final, me deu um cartão com telefone, caso eu precisasse dos seus serviços. Não preciso dizer onde esse cartão foi parar…
E a segunda história: eu estava dirigindo nas proximidades do cemitério (S. J. Batista), quando precisei desviar de um carro parado (nas lojas de material de construção do local). Um micro-ônibus que vinha atrás me deixou desviar (nota: tudo em baixíssima velocidade, o trânsito estava parado por causa do sinal fechado) e me posicionei atrás do carro da frente e esperei o sinal abrir.
Entrementes, ouvi um baque no vidro do meu lado: olhei, e vi um mototaxista alucinado, esmurrando meu retrovisor e me xingando, porque eu supostamente não o teria visto…
Ora, eu sempre olho pelo espelho e garanto que esse cidadão devia ter vindo em alta velocidade, caso contrário eu o teria percebido. E quem é ele (?!!), para me ensinar a dirigir? Por essas e por outras, fica comprovado o despreparo dessas pessoas para o exercício dessa profissão.
Paulo Pereira
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