A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), representada pela Diretoria de Negócios florestais é uma das participantes ativas da oficina de discussão e consolidação de diretrizes técnicas para boas práticas de manejo da borracha nativa. O evento que foi aberto na manhã de ontem (20) e segue até esta terça-feira, está sendo realizado no auditório da CONAB, no Distrito Industrial.
A oficina objetiva reunir pesquisadores, especialistas, gestores públicos e extratores dos estados da Região Norte que trabalhem com o extrativismo e/ou desenvolvam atividades de pesquisa com a espécie seringueira.
A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente, através de suas Diretorias de Extrativismo (DEX/SEDR) e de Florestas (DLOR/SFB), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento -MAPA, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável -SDS, SEPROR/IDAM e da ADS.
Na oportunidade são repassadas aos participantes as diretrizes técnicas para boas práticas de manejo da borracha nativa nas etapas da pré-coleta (ou pré-exploratória), coleta (exploração), pós-coleta (pós-exploratória) e a fase de manutenção e proteção das áreas de ocorrência da espécie.
Para o presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, as orientações são importantíssimas por mostrar ao seringueiro a melhor forma de fazer o aproveitamento da borracha nativa. “O Amazonas vive hoje a revitalização da cadeia da borracha, devendo fechar 2011 com uma safra de mil a 1.200 toneladas, entretanto, estamos utilizando apenas 10% do nosso potencial e o nosso grande desafio é, justamente, ampliar essa produção”, destacou.
Recomendações
A seringueira é uma árvore de grande porte, que pode atingir até 40 m de altura. Mas, para garantir a conservação da espécie uma das recomendações repassadas na oficina é que o seringueiro deve cortar para a extração do látex somente as árvores que possuem mais de 70 cm de circunferência de rodo e uma altura de 1,3.
Segundo o coordenador da oficina do M.M.A, Fábio Chicuta, as orientações técnicas têm caráter de adesão voluntária e facultativa, ou seja, para aqueles extrativistas – produtores familiares que desejarem obter o reconhecimento da qualidade orgânica de seus produtos.
“Iremos repassar orientações de como o seringueiro pode proceder para garantir que a produção dele tenha sustentabilidade ambiental, social e econômica’, afirmou.
Seringueiros
Para o representante do CNS (Conselho Nacional dos Seringueiros), Adevaldo Dias, a discussão é importantíssima porque estamos assistindo a revitalização da borracha no Amazonas e se não for adotado boas práticas com conceito de sustentabilidade, os produtores podem ter prejuízos. ”Percebemos o fortalecimento da borracha e isso se dá graças ao esforço do governo federal em criar o preço mínimo e da administração estadual e municipal com o pagamento das subvenções, e por isso, queremos continuar produzindo com responsabilidade”, disse.
Os seringais nativos são encontrados no Brasil nos estado do Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Amapá e norte do Mato Grosso. Um seringueiro pode cortar de 80 a 120 árvores/dia e coletar entre 10 e 20 litros para uma estrada de mais ou menos 120 árvores.
Veja mais notícias em Releases