08/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo traça diretrizes técnicas para a exploração da borracha

Publicado em 21 de junho, 2011

A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), representada pela Diretoria de Negócios florestais é uma das participantes ativas da oficina de discussão e consolidação de diretrizes técnicas para boas práticas de manejo da borracha nativa. O evento que foi aberto na manhã de ontem (20) e segue até esta terça-feira, está sendo realizado no auditório da CONAB, no Distrito Industrial.

Oficina sobre manejo da borracha tem presença dos técnicos da ADS

A oficina objetiva reunir pesquisadores, especialistas, gestores públicos e extratores dos estados da Região Norte que trabalhem com o extrativismo e/ou desenvolvam atividades de pesquisa com a espécie seringueira.

A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente, através de suas Diretorias de Extrativismo (DEX/SEDR) e de Florestas (DLOR/SFB), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento -MAPA, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável -SDS, SEPROR/IDAM e da ADS.

Na oportunidade são repassadas aos participantes as diretrizes técnicas para boas práticas de manejo da borracha nativa nas etapas da pré-coleta (ou pré-exploratória), coleta (exploração), pós-coleta (pós-exploratória) e a fase de manutenção e proteção das áreas de ocorrência da espécie.

Para o presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, as orientações são importantíssimas por mostrar ao seringueiro a melhor forma de fazer o aproveitamento da borracha nativa. “O Amazonas vive hoje a revitalização da cadeia da borracha, devendo fechar 2011 com uma safra de mil a 1.200 toneladas, entretanto, estamos utilizando apenas 10% do nosso potencial e o nosso grande desafio é, justamente, ampliar essa produção”, destacou.

Recomendações
A seringueira é uma árvore de grande porte, que pode atingir até 40 m de altura. Mas, para garantir a conservação da espécie uma das recomendações repassadas na oficina é que o seringueiro deve cortar para a extração do látex somente as árvores que possuem mais de 70 cm de circunferência de rodo e uma altura de 1,3.

Segundo o coordenador da oficina do M.M.A, Fábio Chicuta, as orientações técnicas têm caráter de adesão voluntária e facultativa, ou seja, para aqueles extrativistas – produtores familiares que desejarem obter o reconhecimento da qualidade orgânica de seus produtos.
“Iremos repassar orientações de como o seringueiro pode proceder para garantir que a produção dele tenha sustentabilidade ambiental, social e econômica’, afirmou.

Seringueiros
Para o representante do CNS (Conselho Nacional dos Seringueiros), Adevaldo Dias, a discussão é importantíssima porque estamos assistindo a revitalização da borracha no Amazonas e se não for adotado boas práticas com conceito de sustentabilidade, os produtores podem ter prejuízos. ”Percebemos o fortalecimento da borracha e isso se dá graças ao esforço do governo federal em criar o preço mínimo e da administração estadual e municipal com o pagamento das subvenções, e por isso, queremos continuar produzindo com responsabilidade”, disse.

Os seringais nativos são encontrados no Brasil nos estado do Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Amapá e norte do Mato Grosso. Um seringueiro pode cortar de 80 a 120 árvores/dia e coletar entre 10 e 20 litros para uma estrada de mais ou menos 120 árvores.

 

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.