O presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Ribeiro, marcou a conclusão dos trabalhos de demolição da “Torre de Babel” com a marretada final na base da estrutura e a vistoria da obra, na manhã desta sexta-feira (17). Mais 580 toneladas foram retiradas do local em 37 dias de demolição no prédio de sete andares localizado no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus.
O imóvel ficou conhecido após a determinação judicial da Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa) para demolição da estrutura por apresentar risco iminente de desabamento.
A demolição recebeu avaliação positiva do presidente do instituto, tanto pela execução em tempo bem menor que o previsto, inicialmente 60 dias, como pela ausência de acidentes na obra, mesmo considerando a fragilidade do imóvel.
“Este é um marco para a administração municipal, pois trata-se de um caso que se arrastou por anos e não houve ação, até agora, de forma que a prefeitura mostra o trabalho intensivo que está fazendo no ordenamento da cidade”, ressaltou Ribeiro, indicando a credibilidade que ações efetivas agregam ao poder público.
O relatório memorial confeccionado pela empresa contratada para realização dos trabalhos foi entregue durante a vistoria de hoje, contendo o registro fotográfico e técnico das atividades feitas no local. O gerente técnico da empresa, Edilson Senna, enfatizou o desafio enfrentado pela equipe, principalmente por se tratar de uma estrutura condenada e que não se tinha referência do material utilizado na sua construção. “Este prédio foi construído totalmente fora dos padrões técnicos da construção civil e apresentava inúmeros riscos, por isso nossa preocupação em fazer o trabalho artesanal, pavimento a pavimento, para não comprometer ainda mais e oferecer risco aos trabalhadores e aos vizinhos”, explicou.
O engenheiro Reginaldo Souza, responsável técnico da obra, salientou que a fase mais crítica do processo foi a remoção dos dois pavimentos superiores, construídos em madeira, que davam mais instabilidade ao prédio. “Era preocupante, pois a estrutura inicial trabalhava, balançando de um lado para outro com os ventos, daí nosso temor quanto à segurança. Conseguimos avançar com êxito e eliminamos os riscos, até chegar à base, onde os trabalhos andaram com maior rapidez, possibilitando entregarmos a obra em tempo recorde”, pontuou.
Do material retirado da “Torre”, mais de 70% foi descartado por não ter qualidade para ser reciclado, o restante foi direcionado para composição de cimento de asfalto.
Retorno dos vizinhos
Com o término da demolição, as quatro famílias do imóvel vizinho à “Torre de Babel” devem voltar a partir da próxima segunda-feira (20).
Elas foram relocadas para um aluguel-social, pago pela empresa contratada, a fim de evitar qualquer incidente no período das atividades.
A chegada das famílias será acompanhada pela assistência social do Implurb e pelo engenheiro responsável pela obra para garantir a entrega do imóvel nas condições anteriores. Caso as intervenções tenham afetado a estrutura limítrofe haverá reparos ao encargo da empresa.
Breve histórico da “Torre”
A desocupação e demolição do prédio foi determinada em Termo de Audiência pela Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), embasada em dois laudos, da Diretoria de Planejamento do Implurb e da Defesa Civil do Município, condenando a estrutura do prédio.
No dia 1º de abril houve a primeira notificação para saída voluntária em 15 dias, renovada posteriormente para mais 10 dias.
Em 26 de abril, a prefeitura cumpre a remoção dos inquilinos e proprietário da torre, enfrentando resistência.
Em 12 de maio a empresa Concrecicle Comércio de Materiais Reciclados para Construção LTDA, começa a demolição. O contrato firmado municia o órgão público de equipamentos e mão-de-obra qualificada para atender a decisão judicial. O contrato fica no valor de R$ 295.018,69.
Entre os dias 23 e 28 de maio as famílias da vila vizinha são removidos das casas para aluguel social.
Nesta sexta-feira (17), o término da obra é realizado pelo presidente do Implurb, Manoel Ribeiro.
Lívia Nadjanara
Assessoria de Imprensa do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb)
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Foto: Clóvis Miranda/Semcom
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