Mêncius Melo, Parintins – Visando deixar tudo “afiado” para a disputa nas três noites do festival, o boi Garantido fará uma bateria de ensaios no curral Lindolfo Monteverde, na cidade Garantido. Entre os dias 17, 18 e 19 de junho, o corpo técnico juntamente como o corpo de dança e coreógrafos oficiais farão os ultimo ajustes para que o Garantido consiga superar seu verdadeiro ‘calcanhar de Aquiles’, que são as tribos e as coreografias.
No ano passado, o bumbá perdeu a disputa com o rival Caprichoso e a maior ‘sangria’ de pontos aconteceu no Bloco Cênico Coreográfico, o bloco de julgamento que envolve tribos e coreografias. Nesse bloco, o boi perdeu 14 pontos. Muito para uma disputa que é vencida nos detalhes. “Vamos realizar ensaios para afinar o tempo de apresentação. Claro que o tempo é pedra preciosa e é com ele que vamos jogar para fazer das coreografias um show”, explica Fred Góes, presidente da Comissão de Arte do Garantido.
Troca de informações
Mas, não é só no tempo e nos passos que o Garantido trabalha para superar a deficiência dos anos anteriores. Hoje desembarcou em Parintins uma trupe de 200 dançarinos da cidade paraense de Juruti. Ligados ao Festival de Tribos daquele município, os artistas chegaram para dar reforço ao item coreografia.
Como toda presença “externa” no festival é sempre motivo de polêmica e críticas do adversário, o membro da Comissão de Arte Chico Cardoso rebate. “Estamos fazendo uma grande troca de informação com Juruti e isso sempre acontece no festival. O contrário trouxe ano passado bailarinos do Rio de Janeiro e nem por isso o festival deixou de existir”, observou Chico Cardoso, que também é coreografo. Segundo ele, os membros da tribos de Juruti são muito bem vindos. “Eles vêm para somar e dar mais uma contribuição com a festa. Até porque temos pessoas de Juruti tanto no Garantido como no contrário. Tem gente de Juruti até no Conselho de Arte’, destaca. “Aqui eles vêm para dançar. E lá no contrário que é pra ensinar a pensar…”, provoca.
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