O prefeito Amazonino Mendes está voltando às ruas. Luta contra a impopularidade. Tudo indica que a tal pesquisa de opinião que prometeu encomendar, no auge das vaias durante a visita do presidente Lula, já chegou às suas mãos e os resultados foram negativos.
A questão é que a impopularidade do prefeito não está só no meio da população em geral, aquela que o chama de “Negão” e onde ele sempre foi buscar o apoio que lhe deu tantos mandatos, mas, incrivelmente, é mais ruim ainda dentro do funcionalismo municipal.
Ninguém ignora, no intramuros da administração, o confronto interno dentro de secretarias e, pior, entre secretários. É inacreditável a energia empregada em derrubar o outro para o “chefe”. Até o público externo já está vendo isso, quando, anunciada a visita do prefeito a determinado bairro, “com todos os secretários”, aparece um dos três mosqueteiros (que são quatro, como todo mundo sabe) e os demais não dão o ar de sua graça.
Amazonino precisa agir. Não adianta falar, criar factóides, dar esporro nesse ou naquele, sem uma limpeza pública impecável, ruas sem buracos e a saúde funcionando. Se o prefeito for ao pronto-socorro infantil, na Compensa, vai cair de costas, a começar pelo fato de que não há sequer uma placa indicando o que é aquilo. Não é possível que deixe de se indignar vendo que lá ainda há obras, tanto tempo depois de inaugurado o prédio.
Um conselho para resolver o problema interno? Antes de tudo, mude essa estratégia esdrúxula de estimular a disputa. Para que nomear um secretário municipal se vai encostar nele uma sombra com ordens diretas do prefeito para mandar e desmandar? Troque a amizade pela competência – “amigo” não ferra o outro, como está acontecendo na Prefeitura.
Depois, o prefeito deve chamar os intrigantes, reunir os litigantes e mostrar quem é que manda.
A impopularidade externa do prefeito é reflexo da desorganização e disputas internas na Prefeitura. Acabe com os “mandões” internos e a administração deslancha. Ou então, a carreira pública, vitoriosa até então, vai continuar descendo a ladeira rumo a um ocaso humilhante.
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