Está havendo sistemática retirada de areia, para a construção civil de Manaus, das praias de Anavilhanas reveladas pela vazante. Balsas chegam ao local, na calada da noite, levando tratores, que trabalham a noite inteira abastecendo essas embarcações. É um crime ambiental gigantesco. Moradores do local ligam denunciando. A pergunta que não quer calar é: se eles ouvem, por que a fiscalização ambiental não ouve?Matéria-prima para a construção civil sempre foi um problema.
Durante décadas, tudo o que foi construído em Manaus teve pedra retirada das pedreiras do Tarumã. Havia um consenso de que aquele local era destinado a isso. O dinamite corria solto, até o dia em que o então prefeito Arthur Virgílio resolveu encarar o problema e, depois de enfrentar os depredadores, alguns dos quais resistiram a tiros, acabou com a exploração no local. Surgiu então o Parque Tarumã, aí sim com a destinação correta de área para turismo e lazer. Foi recuperado o igarapé. A cachoeira voltou a jorrar.
Infelizmente, hoje o local está novamente entregue ao mato e à depredação, mas, devido àquela ação de 20 anos atrás, ainda há tempo para recuperar muita coisa.
Isso ocorreu numa época em que o ambiente não estava em questão. Hoje, quando o tema virou moda, e num Parque Nacional do porte de Anavilhanas é inadmissível essa situação. Ainda mais quando os caboclos e quilombolas têm equipamentos de pesca, usados para subsistência, apreendidos e foram impedidos pela fiscalização até de circular livremente pelo local.
O Ibama e a Prefeitura de Novo Airão precisam agir, rapidamente, para acabar com a farra.
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