Pelo menos 90 pessoas morreram em terremoto no México, dizem autoridades

Terremoto de magnitude 7 causou destruição na região central do México nesta terça e há pelo menos 90 pessoas mortas e 27 edifícios destruídos. Foto: Divulgação

Agência Brasil

Pelo menos 90 pessoas morreram nos estados de Morelos, Puebla e do México devido ao terremoto de magnitude 7 na escala Richter que sacudiu nesta terça-feira (19) a região central do México. Por sua vez, na Cidade do México há um total de 27 edifícios destruídos e as equipes de resgate e os moradores trabalham para retirar as pessoas que poderiam estar debaixo dos escombros. As informações são da agência de notícias EFE.

De acordo com dados preliminares de autoridades locais, 54 mortes foram registradas no estado de Morelos, 26 no de Puebla, oito no estado do México e quatro na capital do país. Segundo o secretário de Governo de Morelos, Matías Quiroz, o município de Jojutla foi o mais afetado pelo tremor.

Em Cuernavaca, capital de Morelos, há quatro mortos, enquanto em Tetecala morreram seis pessoas, mesmo número que em Yecapixtla, além de quatro em Jiutepec. Mais quatro pessoas morreram em Axochiapan, e também em Miacatlan e Tlayacapan. Além disso, há um morto em Cuautla e outro em Yautepec.

A rede de televisão Milenio gravou a queda de uma ponte na estrada que liga a Cidade do México ao Porto de Acapulco, no município de Xochitepec, e de outra na estrada que liga Tepoztlán e Cuautla.

Quiroz, que confirmou 54 mortes em Morelos, acrescentou que ainda estão sendo avaliados danos em hospitais e que nenhuma escola do estado foi danificada.

Em Puebla, o governador José Antonio Gali atualizou para 26 o número de mortos, e na capital do país as autoridades relataram quatro mortes, contaram 29 edifícios que desabaram e disseram que 50 mil agentes das forças de segurança participam dos trabalhos de resgate.

O tremor coincidiu com o 32º aniversário do poderoso terremoto que causou milhares de mortes em 1985 e apenas duas horas após uma simulação de um abalo sísmico em todo o país.

Além disso, aconteceu apenas 12 dias depois de outro forte tremor, de magnitude 8,2 – o mais forte em solo mexicano desde 1932 – deixar 98 mortos no sul do país.

Na Cidade do México seguem acontecendo cenas de pânico perante o temor de réplicas e com um trânsito caótico nas ruas que gera ainda mais confusão.

O presidente Enrique Peña Nieto, que convocou uma reunião de emergência com todo o seu gabinete, ordenou que os serviços de emergência estejam abertos a toda a população e que se evacuassem os hospitais com danos e a transferência de seus pacientes para outras unidades médicas.

Por outro lado, o aeroporto de Toluca recebe voos que não podem aterrissar no aeroporto da capital, cujos terminais foram fechados após o terremoto.

O sismo registrado hoje no centro do México foi de 7 graus na escala Richter, segundo a última atualização do Serviço Sismológico Nacional (SSN), que inicialmente situou o movimento em 6,8 e depois em 7,1.

O epicentro do movimento se localizou no limite entre os estados de Puebla e Morelos, 12 quilômetros ao sudeste de Axochiapan, em Morelos, e a 120 quilômetros da Cidade do México, e sua profundidade foi de 57 quilômetros, detalhou o SSN em um comunicado.

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