Padre afirma que armas de brinquedo ensinam meninos a serem ‘guerreiros do bem’ e tirá-las é criar ‘mocinhas covardes’

Padre Paulo Ricardo afirma que armas de brinquedo trabalham ‘fantasias de guerreiros’ e sem elas os meninos se tornam ‘mocinhas covardes’

O padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, vigário judicial da Arquidiocese de Cuiabá (MT), combate duramente o “politicamente correto” que proíbe os pais de darem armas de brinquedo para as crianças. “A mensagem era, quando recebíamos essas armas, que nós éramos guerreiros do bem, que lutavam para defender a família. Você tira isso dos meninos e você educa mocinhas covardes. Hoje, um bandido tem bazuca pra atirar em helicóptero e nós não temos nada. O que nós vamos fazer?”, afirma, em entrevista publicada no YouTube.

O Brasil passou, em plena era petista, pelo plebiscito do desarmamento. Deu “não” ao desarmamento completo, com proibição de venda de arma e munição, mas o governo jogou duro e o desarmamento continuou. A população foi incentivada a entregar as armas e receber dinheiro em troca disso. Cientistas sociais lembraram, depois, que desarmar a população faz parte do ideário revolucionário stalista-leninista – o povo armado cria a desordem, que não favorece em nada à “revolução do proletariado”, que, traduzida em bom português, seria uma ditadura com o comando de líderes como Lula, Dilma e José Dirceu.

Os defensores do povo armado lembram que, nos Estados Unidos, os assaltos a residências são inexpressivos, do ponto de vista estatístico, porque os ladrões sabem que vão encontrar resistência real e legalmente respaldada para atirar em invasores. “No Brasil, se o cidadão atirar, a primeira coisa que perguntarão é se ele tem autorização para ter a arma. O mais provável é que o ladrão seja solto e o dono da casa preso”, diz um advogado, leitor do portal.

O contraponto é que o armamento norte-americano cria os malucos que, armados até os dentes, invadem universidades e massacram inocentes. “É porque lá (nas escolas e universidades dos EUA) é proibido o uso de armas e os malucos sabem disso”, diz o advogado.

É nesse contexto que o padre Paulo Ricardo vem colocando o dedo na ferida. “Educar uma criança é também mostrar que ela será o guerreiro de defesa da família contra o mal, o bandido que entra na casa para ceifar vidas. A igreja não é a favor da violência, mas nós temos um mundo real, onde o bandido está armado e a sociedade com medo”, disse.

Um promotor de Justiça, que atuou no Tribunal do Júri, lembra que o líder da Família do Norte (FDN), Zé Roberto da Compensa, tem mais poder prático que governador do Amazonas. “O que vai acontecer se o Zé Roberto mandar ‘tocar o terror’, como já ameaçou várias vezes? Isso significa que todos os dependentes químicos, ou drogados, como são conhecidos, vão assaltar e os assassinos vão matar, a torto e a direito. A gente tem polícia pra combater isso? Com a população armada ia morrer gente de lado a lado, mas com todos desarmados isso pode virar uma carnificina”, afirma.

O padre Paulo Ricardo é apontado, em sites que seguem a linha do diariodocentrodomundo.com.br, que defendem o PT e seus líderes, como “a resposta da Igreja Católica ao pastor (protestante) Silas Malafaia”. Os dois batem de frente com ideias petistas que dominam grande parte das mentes dos brasileiros.

Veja o vídeo com a tese que vem sendo defendida pelo padre Paulo Ricardo e forme sua própria opinião:

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