06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ministro do STJ acusado de importunação sexual recebe alta após 13 dias internado em Brasília

Publicado em 18 de fevereiro, 2026

Ministro do STJ acusado de importunação sexual recebe alta após 13 dias internado em Brasília

O magistrado procurou atendimento médico no dia 5 de fevereiro, depois de apresentar dores no peito, acompanhadas de palpitações e precordialgia (Foto: SERGIO AMARAL/STJ)

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (18), em Brasília, após permanecer internado por 13 dias no Hospital DF Star. O magistrado procurou atendimento médico no dia 5 de fevereiro, depois de apresentar dores no peito, acompanhadas de palpitações e precordialgia, conforme boletim divulgado pela unidade de saúde.

Durante a internação, Buzzi formalizou pedido de licença médica por 90 dias e anunciou afastamento temporário das funções. No mesmo período, o STJ determinou seu afastamento cautelar após denúncias de importunação sexual contra duas mulheres. O ministro nega as acusações.

Enquanto durar o afastamento, o magistrado fica impedido de acessar o gabinete, utilizar veículo oficial e exercer atribuições institucionais. Apesar das restrições, a remuneração mensal — superior a R$ 44 mil — continua sendo paga, uma vez que não houve exoneração nem condenação definitiva.

Denúncias

As acusações contra Buzzi envolvem dois episódios distintos. A primeira denúncia foi registrada em janeiro por uma jovem de 18 anos, que relatou ter sido abordada de forma inadequada durante viagem de férias em Balneário Camboriú. Segundo o relato, o ministro teria tentado agarrá-la repetidas vezes enquanto ela se preparava para entrar no mar.

A segunda denúncia veio à tona em 9 de fevereiro e é investigada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A suposta vítima é uma funcionária terceirizada que atuava no STJ em posição subordinada ao magistrado. O depoimento foi colhido pela Corregedoria Nacional de Justiça, sob condução do corregedor nacional, Mauro Campbell.

Devido à relação hierárquica entre o ministro e a servidora, o caso passou a ser analisado como possível assédio. As investigações seguem em andamento nos órgãos competentes.

O STJ ainda não informou prazo para conclusão das apurações nem eventual substituição definitiva do magistrado durante o período de licença.

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