04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Gilmar Mendes repudia racismo contra Vini Jr e classifica ataque como ‘inaceitável’

Publicado em 18 de fevereiro, 2026

Gilmar Mendes repudia racismo contra Vini Jr e classifica ataque como ‘inaceitável’

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou nesta terça-feira (17/02) sua solidariedade ao atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, após o jogador denunciar ter sido alvo de condutas racistas durante a vitória por 1 a 0 sobre o Benfica, em jogo válido pelos playoffs da Champions League, em Lisboa.

Postagem

Em postagem em sua conta no X, o magistrado afirmou que “racismo não se tolera — no futebol ou fora dele” e ressaltou que o episódio não pode ser tratado com indiferença. “Não é a primeira vez que Vini Jr. é alvo de condutas abjetas como essa, o que torna o episódio ainda mais grave”, escreveu Gilmar Mendes, destacando a repetição de ataques racistas contra o jogador ao longo de sua carreira na Europa.

Solidariedade

O ministro prestou ainda sua solidariedade a “um dos nossos maiores talentos, que enche o Brasil de orgulho dentro e fora de campo”, elogiando a coragem de Vini Jr. por denunciar o caso. “Sua coragem em denunciar merece respeito. Não se pode normalizar o inaceitável”, completou.

Episódio

O episódio ocorreu no segundo tempo da partida após Vini Jr. marcar o gol da vitória e comemorar próximo à bandeirinha de escanteio, momento em que se envolveu em uma discussão com o atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. Segundo o atacante brasileiro, Prestianni teria proferido uma injúria racial enquanto cobria a boca com a camisa, fato que Vini Jr. relatou ao árbitro, levando à ativação do protocolo antirracismo da FIFA e à paralisação da partida por cerca de 10 minutos.

Racistas

Nas redes sociais, Vini Jr. criticou duramente o episódio, chamou racistas de covardes e questionou a eficácia do protocolo antirracismo, que, segundo ele, “de nada serviu”. O atacante também demonstrou perplexidade por ter recebido cartão amarelo por comemorar o gol, enquanto o suposto ato discriminatório não foi punido de forma mais enérgica pela arbitragem do jogo.

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