
As ações alcançaram moradores das comunidades de Ubim, Atalaia, Restauração, Extrema, Santo Amaro, Bacuri, São Francisco, Nova Esperança, Maravilha, Progresso, Prainha e outras localidades da região (Foto: Lucas Bonny)
Moradores de 28 comunidades ribeirinhas da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Gregório, em Eirunepé, no interior do Amazonas, tiveram acesso ampliado aos serviços de saúde entre março e junho de 2026. No período, o Ponto de Atendimento à Saúde “José Rodrigues”, localizado na comunidade do Ubim, registrou 550 atendimentos assistenciais e 1.945 procedimentos de saúde.
A unidade atende uma região marcada pelas longas distâncias e dificuldades de deslocamento. Dos 550 atendimentos realizados, 305 foram consultas presenciais médicas e de enfermagem, 89 ocorreram por meio de teleatendimento e 156 corresponderam a atendimentos odontológicos.
Além das consultas, foram realizados procedimentos como aferição de pressão arterial, peso, altura e temperatura, aplicação de vacinas, testes rápidos, administração de medicamentos, curativos e coletas de exames preventivos. Entre os principais registros estão 377 aferições de pressão arterial, 125 doses de vacinas aplicadas, 96 testes rápidos e 73 administrações de medicamentos.
As ações alcançaram moradores das comunidades de Ubim, Atalaia, Restauração, Extrema, Santo Amaro, Bacuri, São Francisco, Nova Esperança, Maravilha, Progresso, Prainha e outras localidades da região. Também foram promovidas 11 ações coletivas de educação em saúde voltadas à prevenção de doenças e orientação da população.
Segundo o superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgilio Viana, a unidade representa um avanço para comunidades isoladas.
“Este Ponto de Atendimento à Saúde é muito simbólico porque está localizado em uma região de difícil acesso. Esses investimentos fazem parte da nossa visão de cuidar de quem cuida da floresta. Associadas às ações de saúde, também desenvolvemos iniciativas nas áreas de educação e geração de renda, em uma região com grande potencial para a produção de açaí, jarina, banana e outros produtos da sociobiodiversidade”, afirmou.
A moradora da comunidade do Ubim, Ana Francisca, conta que a implantação da unidade facilitou o acesso aos serviços de saúde e aos medicamentos.
“Agora temos a unidade, os medicamentos e a equipe de enfermagem. Quando a gente precisa, o atendimento está perto. Vamos até lá e conseguimos o medicamento com mais facilidade. Antes era muito difícil, mas agora está melhorando bastante”, disse.
Os atendimentos presenciais registraram índice de satisfação de 98,1%, enquanto os teleatendimentos e teleorientações alcançaram aprovação de 90%. A infraestrutura da unidade recebeu avaliação positiva de 96,6% dos usuários.
Para a gerente do Programa Saúde na Floresta da FAS, Mickela Souza, o projeto fortalece a atenção básica nas comunidades ribeirinhas.
“A nossa expectativa é que, a partir de agora, a gente trabalhe efetivamente com a saúde, e não apenas com o Sistema Único de Saúde atuando sobre a doença. Para a FAS, essa é uma oportunidade ímpar. Como a gente costuma dizer, se conseguimos fazer no Rio Gregório, conseguimos fazer em qualquer outra região”, disse.
O Ponto de Atendimento à Saúde “José Rodrigues” integra o projeto SUS na Floresta, voltado ao fortalecimento da atenção primária em comunidades ribeirinhas do Amazonas por meio da ampliação do acesso aos serviços de saúde.
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