05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Maior central sindical da Argentina anuncia greve geral contra proposta de Milei

Publicado em 16 de fevereiro, 2026

Maior central sindical da Argentina anuncia greve geral contra proposta de Milei

A maior central sindical da Argentina,Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que realizará uma greve nacional de 24 horas contra as reformas trabalhistas propostas pelo presidente Javier Milei.

Segundo a entidade, a paralisação terá início assim que a Câmara dos Deputados começar a debater o projeto. A votação está prevista para ocorrer antes do fim de fevereiro. A CGT informou ainda que não estão programados protestos de rua.

O Senado concedeu aprovação preliminar à proposta na quinta-feira (12), após o partido governista negociar mudanças no texto original. O governo sustenta que a reforma busca estimular investimentos e ampliar o emprego formal no país.

Oposição

A oposição peronista afirma que o projeto representa violação de direitos trabalhistas históricos.

Entre os principais pontos, o texto limita o direito de greve, impõe teto às indenizações por demissão, restringe benefícios relacionados a doenças crônicas, reduz a possibilidade de ações judiciais por dispensa, autoriza a divisão do período de férias e amplia a jornada diária para até 12 horas — ante as atuais oito.

Batizada pelo governo de “modernização trabalhista”, a proposta pretende reduzir custos para empregadores e diminuir o volume de processos por demissão sem justa causa. Também prevê incentivos fiscais para ampliar a formalização — atualmente, mais de 40% dos trabalhadores argentinos estão na informalidade, o equivalente a dois em cada cinco empregados.

Inflação

Embora as políticas econômicas de Milei tenham desacelerado a inflação, que chegou a se aproximar de 300% nos primeiros meses de mandato, sindicatos afirmam que o ajuste fiscal tem provocado demissões, pressionado salários e enfraquecido direitos.

Uma fonte do governo disse que alternativas estão sendo avaliadas, especialmente em trechos que tratam da redução salarial em casos de afastamento por doença.

A CGT reúne sindicatos de diversos setores, incluindo funcionalismo público, construção civil, comércio, transporte rodoviário e metalurgia.

Esta será a quarta greve convocada pela central desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023.

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