08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Caso Djidja Cardoso: Justiça condena mãe, irmão e outros cinco réus em Manaus

Publicado em 23 de julho, 2026

Em entrevista a Roberto Cabrini, Cleusimar e Ademar negam envolvimento na morte de Djidja Cardoso

Sentença inclui penas por tráfico de drogas, associação para o tráfico e manutenção de prisões preventivas (Foto: TV Record)

A Justiça do Amazonas condenou, nesta quarta-feira (22), sete réus investigados na Operação Mandrágora, um dos processos relacionados ao caso Djidja Cardoso. A decisão foi proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante e inclui condenações por tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros crimes previstos na ação penal.

Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja Cardoso; Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da empresária; Verônica da Costa Seixas; Hatus Moraes Silveira; Sávio Soares Pereira; José Máximo Silva de Oliveira; e Bruno Roberto da Silva Lima.

Penas aplicadas

Cleusimar Cardoso Rodrigues foi condenada a mais de 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A magistrada manteve a prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade.

Ademar Farias Cardoso Neto recebeu pena de 10 anos e 11 meses de reclusão, também em regime fechado. A decisão manteve a prisão preventiva em razão da gravidade dos fatos.

Verônica da Costa Seixas, ex-gerente do salão Belle Femme, foi condenada a 10 anos de reclusão em regime fechado, mas poderá recorrer da sentença em liberdade.

O personal trainer Hatus Moraes Silveira foi condenado a 10 anos e cinco meses de reclusão, em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica veterinária MaxVet, recebeu pena de 10 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado. A Justiça manteve sua prisão preventiva e também negou o direito de recorrer em liberdade.

Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja Cardoso, foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. Ao contrário da maioria dos réus, ele poderá recorrer em liberdade.

Com a publicação da sentença, os réus que tiveram a prisão preventiva mantida permanecem detidos durante o andamento do processo. Já aqueles autorizados a recorrer em liberdade poderão aguardar o julgamento dos recursos fora do sistema prisional.

As defesas ainda podem recorrer da decisão dentro dos prazos estabelecidos pela legislação.

A Operação Mandrágora investiga um suposto esquema de tráfico de drogas e outras práticas criminosas envolvendo pessoas ligadas ao caso Djidja Cardoso. A nova sentença representa mais uma etapa do processo, que ainda poderá ser analisado pelas instâncias superiores.

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