05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Xinaik e Mariolino, ex-prefeitos de Iranduba e Santa Isabel, são soltos para não morrer na guerra dos presídios

Publicado em 07 de janeiro, 2017

xinaik-mariolino

Mariolino (de frente) é acusado de desviar quase metade do orçamento anual de Santa Isabel do Rio Negro e Xinaik está sendo julgado sob suspeita de comandar esquema que desviou R$ 58 milhões de Iranduba

Os ex-prefeitos de Iranduba, Xinaik Medeiros, e de Santa Isabel do Rio Negro, Mariolino Siqueira de Oliveira, foram soltos numa operação emergencial na noite desta sexta-feira (07/01). Os dois estavam sendo ameaçados de morte por outros detentos, envolvidos na guerra entre Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Ambos são acusados de corrupção, com desvios milionários, nas prefeituras que comandavam, e ficarão em prisão domiciliar, usando tornozeleiras eletrônicas.

As autoridades do sistema penitenciário do Amazonas, em acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), tiveram que agir rapidamente. Oito presos por atraso no pagamento de pensão alimentícia e os outros quatro envolvidos na Operação Timbó, que apurou a corrupção em Santa Isabel, estavam correndo perigo e, segundo informações de dentro da cadeia, podiam morrer a qualquer momento.

Mariolino Siqueira de Oliveira perdeu o cargo e o poder de influência nas investigações dia 01/01. “São crimes diferentes do tráfico de drogas, estupro ou assassinato e o Estado tem a obrigação de impedir mais mortes”, disse uma fonte do portal envolvida na operação.

Mariolino foi preso ainda no exercício do cargo, no dia 10/05/2016, acusado de comandar um esquema que desviou R$ 10 milhões dos R$ 24,8 milhões de orçamento anual da Prefeitura. O ex-vice-prefeito Cornélio Dias de Albuquerque, o ex-secretário de Finanças Sebastião Ferreira de Moraes, o ex-secretário de Administração João Amorim Ribeiro e o filho do prefeito, Mariolino Siqueira de Oliveira Júnior, também foram acusados de corrupção.

Xinaik foi cassado da Prefeitura de Iranduba e está sendo julgado pela Justiça, sob a acusação de desviar R$ 58 milhões, num grupo de que participavam familiares, secretários municipais e empresários.

Os nomes dos demais soltos não foram divulgados.

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