
Foto: Divulgação
Da Redação – Um assassinato a facadas dentro de uma embarcação atracada em um porto privado de Manaus, na madrugada da última quarta-feira (4), resultou na prisão de um tripulante, que confessou o crime à polícia. De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), o motivo do homicídio teria sido uma suposta investida de conotação sexual sofrida pelo suspeito dias antes.
O autor do crime é Janderson Aparício Moraes, de 25 anos, conhecido como “Japa Esmeralda”. A vítima foi identificada como Claudeney Barbosa, de 46 anos, colega de trabalho de Janderson. Ambos eram tripulantes da embarcação FR Bolt Esmeralda, que faz a rota fluvial entre Tabatinga e Manaus. O suspeito foi preso no mesmo dia do crime e permanece à disposição da Justiça.
Segundo o relato policial, Janderson chegou à embarcação por volta das 5h, após ingerir bebidas alcoólicas em um bar. Ele teria iniciado uma discussão com Claudeney, que estava deitado em uma rede dentro do barco. A discussão escalou rapidamente, culminando com Janderson desferindo pelo menos cinco facadas contra o colega, que morreu no local. Outros tripulantes presenciaram o ocorrido.
Inicialmente, testemunhas informaram à polícia que a briga poderia ter sido motivada por uma disputa por uma chave de armário. No entanto, após sua prisão, Janderson deu uma versão diferente durante seu depoimento. O delegado titular da DEHS, Ricardo Cunha, detalhou a confissão.
“O fato inusitado é que o motivo desse desentendimento começou com uma suposta passagem de mão nas partes íntimas do Janderson, no seu glúteo, pelo próprio amigo”, explicou o delegado. Ele completou: “Ele disse que, ao beber, ficou transtornado com essa situação e foi tomar satisfação quando chegou à embarcação, o que resultou nesse trágico fato.”
O suspeito também se referiu ao motivo do crime de forma genérica durante o depoimento, classificando-o como “uma bobagem, um motivo louco”. Após o homicídio, Janderson não tentou fugir. Ele retornou ao bar onde havia estado anteriormente e foi preso horas mais tarde pela polícia, que contou com o apoio da Delegacia Fluvial (Deflu).
A Polícia Civil informou que as investigações sobre o caso continuam em andamento, com o objetivo de apurar todos os detalhes circunstanciais do crime. O caso foi registrado e o procedimento investigativo segue seu curso legal.