
A primeira foi instalada na comunidade de Sikamabiu, no Baixo Mucajaí, onde vivem cerca de 30 famílias, somando quase 400 indígenas. (Foto: Divulgação)
Após a retirada de garimpeiros ilegais da Terra Indígena Yanomami, áreas antes degradadas começaram a ser recuperadas com a implantação de unidades demonstrativas de soberania alimentar. A primeira foi instalada na comunidade de Sikamabiu, no Baixo Mucajaí, onde vivem cerca de 30 famílias, somando quase 400 indígenas.
A iniciativa do Governo do Brasil integra recuperação ambiental, produção sustentável de alimentos e fortalecimento da autonomia indígena. O projeto busca garantir acesso regular a alimentos saudáveis, respeitando os modos de vida tradicionais e recuperando áreas afetadas pelo garimpo ilegal.
A unidade de Sikamabiu é a primeira de oito previstas para o território ainda neste ano. Segundo técnicos envolvidos, o projeto representa um marco para a segurança alimentar e a restauração ambiental na região.
A estrutura inclui aviário com 100 galinhas, viveiro para até 2 mil mudas nativas, roças de mandioca, arroz e outras culturas, sistemas agroflorestais, tanque de compostagem e piscicultura. Dois açudes antes usados no garimpo foram transformados em criadouros de peixes após testes que descartaram contaminação por mercúrio, totalizando cerca de 4 mil alevinos.
A unidade recebeu investimento de R$ 90 mil do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, com execução da Embrapa Roraima e apoio da Funai e do IFRR. O projeto faz parte de um acordo que prevê R$ 1,8 milhão para a implantação de novas unidades, beneficiando comunidades em diferentes regiões da Terra Yanomami.
Além disso, a comunidade recebeu 10 tanques elevados para criação de tambaqui, com capacitação técnica de indígenas para garantir autonomia na produção. A expectativa é que a produção de proteína animal alcance cerca de uma tonelada até o fim de 2026.
As ações integram o Plano de Ação para o Desenvolvimento Sustentável da Terra Indígena Yanomami, coordenado pela Funai, com foco na promoção do bem viver dos povos Yanomami e Ye’kwana. A inauguração dos ativos ocorre nesta semana com a presença de autoridades federais.
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