06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Quase um mês depois, veja hipóteses sobre desaparecimento de irmãos no Maranhão

Publicado em 31 de janeiro, 2026

Quase um mês depois, veja hipóteses sobre desaparecimento de irmãos no Maranhão

As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal (MA), seguem em paralelo às investigações policiais. O desaparecimento completa 26 dias, nesta quinta-feira (29).

Em meio à divulgação de notícias falsas nas redes sociais, nesta quarta-feira (28), o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que todas as informações são verificadas e analisadas com rigor técnico, com apoio da Perícia Oficial, para localizar as crianças e esclarecer os fatos.

Investigação

O secretário explicou que a principal linha de investigação continua sendo a de que os irmãos se perderam na mata, embora até o momento não tenham sido encontrados sinais deles, nem mesmo roupas ou objetos pessoais. Segundo o secretário, nenhuma hipótese foi descartada e todas continuam sendo apuradas. “Reforçamos que informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime”, escreveu Maurício Martins nas redes sociais.

Maranhão

Segundo a SSP-MA (Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão), a apuração passou a adotar medidas mais específicas, sob a coordenação da Polícia Civil. Os trabalhos são realizados por uma comissão especial formada por delegados da SHPP (Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), da SPCI (Superintendência de Polícia Civil do Interior) e da Delegacia Regional de Bacabal.

Vestígios

Na última semana, a Secretaria informou que toda a área de mata indicada durante a investigação foi minuciosamente vasculhada, assim como trechos do rio Mearim, sem que fossem encontrados vestígios que indicassem o paradeiro das crianças. As equipes também utilizaram equipamentos de imagem em 3D, além de buscas aquáticas e subaquáticas. Segundo a SSP-MA, os trabalhos tiveram início no primeiro dia do desaparecimento e foram reforçados de forma contínua.

No Rio Mearim, foram percorridos 19 quilômetros, sendo cinco deles com o uso de side scan sonar, tecnologia capaz de mapear o fundo do rio mesmo em águas turvas. Desde o início do desaparecimento, uma força-tarefa com mais de 500 pessoas foi mobilizada para as buscas.

Equipes

O caso também foi alvo de informações falsas que mobilizaram equipes policiais. Uma delas apontava que Ágatha e Allan teriam sido vistos em um hotel no bairro da República, em São Paulo, no último sábado (24). A Polícia Civil paulista descartou a denúncia após checagem conjunta com a polícia do Maranhão.

Com as buscas de campo encerradas nas áreas prioritárias, a investigação agora concentra esforços em apurar todas as linhas possíveis, mantendo a esperança de localizar os irmãos com vida.

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