13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MME inicia estudos para construção da Estratégia Nacional de Terras Raras

Publicado em 22 de janeiro, 2026

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Durante reunião, a Pasta deu início aos trabalhos técnicos que vão orientar o desenvolvimento da cadeia de terras raras. (Foto: Sema /AM)

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nessa terça-feira (21/01), a reunião de kick-off do estudo que irá subsidiar a elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR) e que dá início aos trabalhos técnicos das metas e da metodologia do projeto. A iniciativa busca apoiar a formulação de diretrizes, metas e instrumentos que orientem o desenvolvimento organizado da cadeia de terras raras no Brasil, em alinhamento com as políticas industrial, ambiental, de inovação e de transição energética.

Durante a reunião, a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, destacou a importância do estudo para a construção de uma política mineral alinhada ao desenvolvimento do país. “A Estratégia Nacional de Terras Raras é fundamental para que o Brasil transforme seu potencial geológico em desenvolvimento concreto, com mais industrialização, conhecimento e fortalecimento da nossa soberania diante dos recursos estratégicos. Queremos avançar da produção primária para a transformação mineral, capturando mais valor no território nacional e promovendo benefícios duradouros para toda a sociedade brasileira”, afirmou.

O estudo tem como objetivo oferecer subsídios técnicos para a tomada de decisão do Governo do Brasil, estimulando a atração de investimentos responsáveis, o fortalecimento da base industrial e tecnológica nacional e a mitigação de riscos nas cadeias globais de suprimento de minerais estratégicos. Além disso, prevê a elaboração de diagnósticos sobre oportunidades de desenvolvimento da cadeia de valor, orientações em sustentabilidade e propostas de governança e monitoramento.

A Estratégia Nacional de Terras Raras é considerada um pilar para viabilizar uma transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo em que potencializa os impactos econômicos e sociais nas regiões com vocação para terras raras, estimulando o desenvolvimento regional, a criação de empregos e renda, o avanço tecnológico e a inserção do país em áreas estratégicas da economia mundial.

Além do MME, a reunião contou com a participação de representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e de consultores que participaram da elaboração do estudo. O projeto integra os esforços para o fortalecimento da governança, da sustentabilidade e da visão estratégica do setor mineral brasileiro.

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