
A vítima estava completamente nua, apresentava marcas de tortura e tinha uma pedra colocada sobre o pescoço. (Foto: Reprodução)
O corpo de um homem foi encontrado na manhã desta quarta-feira (14) em um terreno localizado na Alameda Moreira da Silva, no bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul de Manaus. A vítima estava completamente nua, apresentava marcas de tortura e tinha uma pedra colocada sobre o pescoço. Junto ao corpo, havia um bilhete atribuído a uma facção criminosa, no qual o grupo assumia a autoria do crime e descrevia a suposta motivação do homicídio.
O homem foi identificado de forma preliminar apenas pelos apelidos “Antunes” ou “Berê”. O corpo estava às margens do rio, em uma área situada atrás do porto Combitrans Amazônia. Moradores da região acionaram a polícia após perceberem a presença do cadáver no local. Equipes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) isolaram a área até a chegada dos órgãos responsáveis pela perícia.
Segundo informações apuradas no local, o bilhete deixado sobre o corpo estava escrito em um pedaço de papelão e continha uma mensagem assinada por integrantes da facção Comando Vermelho. No texto, os autores afirmavam que a vítima teria se envolvido em conflitos internos relacionados ao tráfico de drogas e a disputas com grupos rivais. O conteúdo do bilhete também mencionava outros nomes e fazia referência a práticas ilícitas atribuídas ao homem encontrado morto.
Além da mensagem que explicava, segundo os criminosos, o motivo da execução, o bilhete trazia ainda uma ameaça direcionada a outra pessoa, identificada apenas pelo apelido de “Mãozinha”. A frase indicava que o indivíduo também estaria sendo procurado pela facção. Todo o material foi recolhido pela perícia técnica para análise e será anexado ao inquérito policial.
O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar a remoção do corpo. Após os procedimentos no local, o cadáver foi encaminhado à sede do órgão, no bairro Cidade Nova, zona norte da capital. No IML, serão realizados exames de necropsia que devem apontar a causa exata da morte, além de auxiliar na confirmação da identidade da vítima.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ficará responsável pela investigação do caso. Os investigadores devem ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança da região e apurar as informações contidas no bilhete deixado junto ao corpo. Até o momento, não há informações sobre suspeitos presos ou identificados. O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.