
Telemedicina de Parintins vira referência nacional em tese de doutorado
A experiência pioneira da telemedicina em Parintins ganhou destaque nacional ao se tornar objeto de uma tese de doutorado na área de saúde pública. O estudo analisa os efeitos da telemedicina no Sistema Único de Saúde (SUS) e tem o município amazonense como principal referência empírica.
Implantada em 2006, a política de telemedicina de Parintins completa 20 anos em 2026 e é considerada uma das experiências mais antigas e consolidadas do país. O diferencial do modelo, segundo a pesquisa, está na integração da tecnologia a toda a rede municipal de saúde, abrangendo diferentes níveis de atenção e especialidades.
O trabalho aponta que a telemedicina no município não se restringe a um centro específico, estando presente em áreas como atendimentos ambulatoriais, urgência e emergência, além do acompanhamento especializado, como a teleinfectologia voltada a pacientes vivendo com HIV. A capilaridade do serviço é destacada como um indicativo de maturidade da política pública adotada.
A pesquisa também ressalta que o caso de Parintins demonstra como a telemedicina pode ultrapassar o caráter pontual, geralmente associado a regiões remotas, e se consolidar como política estruturante do SUS em nível municipal, com impactos diretos no acesso aos serviços, na continuidade do cuidado e na qualificação da assistência em saúde.
Do ponto de vista institucional, a escolha de Parintins como objeto de estudo é avaliada como reconhecimento do protagonismo do município na inovação em saúde e na produção de conhecimento científico, especialmente em uma área ainda pouco explorada na literatura acadêmica brasileira.
Com quase duas décadas de implantação, a telemedicina de Parintins passa a ser reconhecida não apenas como política pública inovadora, mas também como referência acadêmica de alcance nacional, reforçando o papel do município no debate sobre novas tecnologias aplicadas à saúde pública.
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