
Manifestantes se concentram diante da embaixada americana (Foto: Marcos del Mazo/LightRocket via Getty Image)
Grupos de manifestantes realizaram neste sábado (3) um ato em frente à embaixada dos Estados Unidos, em Londres, em protesto contra a operação militar americana que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Entre os participantes estavam integrantes do Partido Comunista da Grã-Bretanha e ativistas contrários à política externa de Washington.
Durante a mobilização, os manifestantes tocaram tambores, empunharam bandeiras da Venezuela e da Palestina e entoaram palavras de ordem contra a intervenção militar. Frases como “tirem as mãos da Venezuela” e “libertem Maduro” foram repetidas ao longo do protesto, que também criticou o apoio de países aliados às ações dos Estados Unidos no Caribe.
Faixas e cartazes exibidos no local pediam respeito à soberania venezuelana e reforçavam discursos de resistência popular. O ato ocorre em meio a reações internacionais divergentes sobre a ofensiva americana. Rússia e Cuba, por exemplo, classificaram a operação como uma agressão armada e uma violação grave do direito internacional.
Em meio à repercussão, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país não participou da ação militar. Segundo ele, não houve qualquer colaboração britânica na operação terrestre e aérea que atingiu regiões de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Starmer declarou ainda que pretende dialogar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para obter esclarecimentos sobre a missão, mas ressaltou que o Reino Unido mantém compromisso com as normas do direito internacional e com a legalidade das ações no cenário global.