
Dados oficiais indicam uma queda de 50% no desmatamento da Amazônia Legal e de 32,3% no Cerrado entre 2023 e 2025. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
O Brasil consolidou, nos últimos três anos, uma trajetória de retomada das políticas ambientais, com resultados expressivos na redução do desmatamento, no fortalecimento institucional e na recuperação do protagonismo nas discussões climáticas globais, segundo avaliação do governo federal.
Ao iniciar o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou um cenário marcado por altas taxas de desmatamento, fragilização de órgãos ambientais e perda de credibilidade internacional. Desde então, houve recomposição orçamentária e estrutural de instituições como o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ibama e ICMBio, além da reativação de planos e instrumentos de proteção ambiental.
Dados oficiais indicam uma queda de 50% no desmatamento da Amazônia Legal e de 32,3% no Cerrado entre 2023 e 2025. O período mais recente da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registra uma das menores taxas já observadas.
O combate aos incêndios florestais também apresentou avanços. Entre janeiro e novembro de 2025, a área queimada no país caiu 39,5%, com reduções ainda mais significativas na Amazônia e no Pantanal, resultado do reforço nas ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida ao fogo.
Programas sociais vinculados à conservação ambiental foram ampliados. O Bolsa Verde passou a atender 84 mil famílias em mais de 100 municípios, oferecendo pagamentos trimestrais e apoio técnico para atividades sustentáveis em áreas de preservação.
No campo institucional, o governo retomou espaços de participação social, como conselhos e conferências ambientais, incluindo a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, fortalecendo o diálogo com a sociedade civil. A criação do Ministério dos Povos Indígenas também reforçou o reconhecimento dos povos originários como atores centrais na proteção dos biomas brasileiros.
A agenda ambiental foi acompanhada pela ampliação de mecanismos de financiamento sustentável, com a mobilização de mais de R$ 138 bilhões para projetos voltados à bioeconomia, à transição energética e ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.
Com esse conjunto de ações, o Brasil voltou a ocupar posição de destaque no debate ambiental internacional, defendendo a preservação como estratégia de desenvolvimento econômico e social, e não como entrave ao crescimento.
Agência Brasil
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