
Novo valor entra em vigor em janeiro e será pago a trabalhadores e beneficiários a partir de fevereiro (Foto: Divulgação)
O governo federal publicou nesta quarta-feira (24) decreto que oficializa o reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e eleva o piso em R$ 103 em relação ao valor atual de R$ 1.518, representando um aumento de quase 7%.
O novo salário mínimo já será aplicado aos vencimentos de janeiro, pagos no início de fevereiro, beneficiando trabalhadores que recebem o piso nacional e pessoas que têm rendimentos vinculados ao valor, como aposentadorias, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O reajuste segue a política de valorização retomada no atual governo, que prevê correção pela inflação medida pelo INPC e ganho real com base no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), limitado a 2,5% conforme o arcabouço fiscal. Sem esse ganho adicional, o salário mínimo chegaria a cerca de R$ 1.582.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência direta para cerca de 59,9 milhões de brasileiros, além de influenciar indiretamente a economia ao elevar o poder de compra e o rendimento médio da população.
O aumento, no entanto, também gera impacto nas contas públicas. Estimativas do governo apontam que cada R$ 1 acrescido ao salário mínimo resulta em uma despesa adicional de aproximadamente R$ 420 milhões ao ano. Com o reajuste de R$ 103, a elevação nas despesas obrigatórias deve chegar a cerca de R$ 43,2 bilhões em 2026, pressionando o orçamento federal e reduzindo a margem para gastos discricionários.