
A medida tem como objetivo controlar os soluços persistentes apresentados por Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
A equipe médica responsável pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro informou que será realizado um bloqueio anestésico do nervo frênico antes da cirurgia de hérnia inguinal bilateral à qual o ex-presidente deverá ser submetido. A medida tem como objetivo controlar os soluços persistentes apresentados por Bolsonaro e viabilizar a realização do procedimento cirúrgico.
De acordo com informações apuradas pela CNN, o bloqueio anestésico será feito no nervo responsável pela movimentação do diafragma, reduzindo os episódios de soluço que vinham impedindo a cirurgia. O tratamento exige internação hospitalar e antecede a herniorrafia inguinal bilateral, indicada após exames clínicos, laboratoriais e de imagem.
Em nota enviada à emissora, os médicos Cláudio Biroline, cirurgião geral, e Leandra Chenique, cardiologista, confirmaram o diagnóstico de hérnia inguinal bilateral, com protrusão de alça intestinal identificada durante a manobra de Valsalva, exame que aumenta propositalmente a pressão abdominal para avaliação da condição.
Ainda não há data definida para a cirurgia. Segundo a defesa de Bolsonaro, a equipe jurídica está alinhando com os médicos o melhor momento para a realização do procedimento. Após a definição, a data deverá ser comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já autorizou a cirurgia após perícia da Polícia Federal.