
Papa Leão exorta fiéis a praticarem perdão e misericórdia nos últimos dias do Advento
Nos últimos dias do Advento, o Papa Leão XIV convidou os fiéis a prepararem o coração para o encontro com Cristo por meio da prática do perdão, da misericórdia e da caridade, inspirando-se na figura de São José, protagonista do Evangelho proclamado neste domingo.
Durante a tradicional oração do Angelus, na Praça São Pedro, neste domingo (21/12), o Santo Padre comentou uma página que classificou como “muito bonita” da história da salvação: o momento em que Deus revela, em sonho, a São José, a missão que lhe foi confiada. Segundo o Papa, José é apresentado como um homem frágil e falível, como qualquer ser humano, mas, ao mesmo tempo, corajoso e forte na fé.
Leão XIV recordou que o evangelista Mateus define São José como um “homem justo”, expressão que revela sua fidelidade à Lei, sua piedade e assiduidade religiosa. Além disso, destacou sua profunda sensibilidade humana, evidenciada diante da difícil situação vivida ao descobrir a gravidez de Maria.
Diante de uma realidade que parecia incompreensível, José não escolhe o caminho do escândalo ou da condenação pública. Ao contrário, opta pelo repúdio secreto, uma decisão discreta e benevolente que, segundo o Papa, revela o sentido mais profundo da verdadeira observância religiosa: a misericórdia.
Essa atitude ganha ainda mais força quando, em sonho, o Senhor lhe revela o plano de salvação e o papel inesperado que deveria assumir como esposo da Virgem Maria, Mãe do Messias. José acolhe essa missão com um grande ato de fé, abandono e confiança em Deus.
Ao refletir sobre o exemplo do santo, Leão XIV ressaltou as virtudes propostas pela Liturgia para este tempo que antecede o Natal. “Piedade e caridade, misericórdia e abandono: eis as virtudes do homem de Nazaré que a Liturgia hoje nos propõe, para que nos acompanhem nestes últimos dias do Advento, rumo ao Santo Natal”, afirmou.
Segundo o Pontífice, essas atitudes educam o coração para o encontro com Cristo e com os irmãos e ajudam os cristãos a se tornarem, uns para os outros, “presépio acolhedor, casa hospitaleira e sinal da presença de Deus”. O Papa incentivou os fiéis a não perderem a oportunidade de vivenciar esse tempo de graça, praticando o perdão, oferecendo encorajamento e esperança às pessoas do convívio diário, além de renovar, na oração, o abandono confiante à Providência divina.
Ao final da reflexão, Leão XIV pediu a intercessão da Sagrada Família. “Que a Virgem Maria e São José nos ajudem”, concluiu, recordando que foram eles os primeiros a acolher Jesus, o Salvador do mundo, com fé e grande amor.