
Objetivo é evitar manipulação de resultados durante evento de 16 dias. (Foto: Reprodução)
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que irá monitorar de perto as apostas esportivas durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que serão realizados em Milão-Cortina, na Itália. O objetivo é evitar qualquer tipo de manipulação de resultados ao longo dos 16 dias de competições, que começam em 6 de fevereiro.
Os Jogos devem reunir mais de 3 mil atletas de mais de 90 países, consolidando o evento como o maior encontro multiesportivo de inverno do planeta.
Para intensificar a fiscalização, o COI informou que sua nova Unidade Conjunta de Integridade (JIU) atuará entre 30 de janeiro e 24 de fevereiro — embora as competições terminem no dia 22. O grupo foi criado para facilitar a troca rápida de informações entre as instâncias esportivas e as autoridades policiais italianas, permitindo respostas mais ágeis a possíveis irregularidades.
“As violações de integridade podem envolver desde manipulação de competições até suborno ou condutas antiéticas de pessoas credenciadas”, destacou Giuseppe Deleonardis, diretor de ética e conformidade do COI. Segundo ele, casos que envolvam organizações criminosas serão compartilhados com a polícia e o sistema judiciário do país-sede.
Um dos focos centrais da unidade será o monitoramento de padrões de apostas suspeitos, com sistemas de inteligência já instalados para detectar comportamentos irregulares relacionados ao evento. A iniciativa segue uma linha de atuação adotada pelo COI desde os Jogos de Londres, em 2012.
Embora não tenham sido registrados grandes escândalos de apostas em edições anteriores, tanto de verão quanto de inverno, o movimento olímpico já foi abalado por episódios de doping de grande repercussão — algo que reforça a necessidade de vigilância contínua sobre a integridade esportiva.