06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Criança morre em hospital particular em Manaus e família aponta negligência médica

Publicado em 26 de novembro, 2025

Criança morre em hospital particular em Manaus e família aponta negligência médica

Segundo relato do pai, uma médica responsável pelo atendimento prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina. (Foto:Reprodução)

Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, morreu na madrugada de domingo (24), em um hospital particular. A família acusa o Hospital Santa Júlia de ter administrado uma dosagem incorreta de adrenalina por via intravenosa, o que teria provocado o agravamento acelerado do quadro clínico da criança, inicialmente internada apenas com tosse seca.

Segundo relato do pai, Bruno Mello de Freitas, uma médica responsável pelo atendimento prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, cada uma de 3 ml, aplicadas em intervalos de 30 minutos. De acordo com o pai, após a primeira administração, o menino apresentou forte desconforto e verbalizou: “Mãe, meu coração está queimando”. O quadro de Benício piorou de forma rápida.

Após a aplicação da medicação, o menino foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde precisou ser intubado. Durante o atendimento intensivo, ele sofreu seis paradas cardíacas sucessivas, não resistiu e morreu. A família afirma que houve erro médico relacionado à dosagem administrada, alegando que a quantidade seria incompatível com o diagnóstico apresentado no momento da internação.

O Hospital Santa Júlia, por meio de nota, informou que a Comissão de Óbito da unidade iniciou uma análise técnica detalhada sobre todo o atendimento prestado à criança. A instituição destacou que os procedimentos internos seguem protocolos e que o caso está sendo examinado conforme as normas vigentes.

Após o ocorrido, os pais registraram um Boletim de Ocorrência no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e prestaram depoimento às autoridades. O caso passa agora a ser investigado pela Polícia Civil, que deve ouvir profissionais envolvidos no atendimento, além de solicitar documentos e prontuários médicos para esclarecer as circunstâncias da morte.

Em uma publicação nas redes sociais, o pai de Benício, que é professor de engenharia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), prestou homenagem ao filho, lembrando o “sorriso meigo e alegre” da criança. Ele mencionou a data de 23 de novembro como a despedida do menino e afirmou que a busca por justiça será contínua por parte da família, que pretende acompanhar todos os desdobramentos das investigações relacionadas ao atendimento prestado no hospital.

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