
Carlos Alberto Ferreira era foragido do Centro de Detenção Provisória (CDP). Foto: Denise Carvalho/Divulgação
Carlos Alberto Ferreira da Silva, 30, conhecido como “Beto”, é acusado de ter participado do latrocínio do advogado Gilson Guimarães Lage, 87 anos. O crime aconteceu no dia 8 de julho deste ano, na casa do advogado, localizada na Avenida Ayrão, bairro Presidente Vargas, zona Sul da capital.
De acordo com o delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Carlos foi preso por policiais da Derfd na última sexta-feira, dia 2, por volta das 6h, na Avenida Álvaro Maia, no mesmo bairro onde o crime ocorreu. O infrator, que já foi indiciado pelo latrocínio do advogado, estava foragido do Centro de Detenção Provisória (CDP), onde cumpria pena no regime semiaberto por um roubo cometido em 2013.
Conforme o delegado, Carlos é o terceiro indivíduo a ser preso pelo envolvimento no latrocínio do advogado. Os comparsas dele, Jonathas dos Santos Fonseca, 27, e Rafael Queiroz dos Santos, 28, foram presos pela equipe de investigação da especializada, respectivamente, nos dias 12 de julho e 10 de agosto deste ano. Com Jonathas foram apreendidos 10 relógios roubados da vítima.
“Rafael era conhecido de uma jovem que trabalhou como diarista na casa de Gilson e teria pedido a ela para facilitar a entrada dele e dos outros dois comparsas no imóvel da vítima, pedido este não atendido pela jovem. Insatisfeitos, no dia do crime, por volta das 21h30, os três teriam ido até a residência do advogado com o intuito de roubá-lo. No momento em que abriu a porta, a vítima reconheceu Rafael, pois o infrator já tinha ido ao local em outras ocasiões para buscar a diarista”, relembrou o titular da Derfd.
Adriano Felix afirmou que o trio invadiu a casa de Gilson e imobilizou o idoso. Gilson tentou empurrar os autores e acabou sendo amarrado por Carlos com o pano de uma rede e Rafael teria o enforcado, ocasião em que foi a óbito. “Os três infratores empreenderam fuga do local, levando cerca de R$ 1.600 mil, em espécie, e dez relógios da vítima, que foram, posteriormente, encontrados com Jonathas no momento da prisão dele e reconhecidos pelos familiares de Gilson”, explicou o delegado.
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