06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Descoberta fraude de R$ 15 milhões na Previdência Social em Manaus. Dois presos e sete levados à força pela polícia

Publicado em 11 de agosto, 2016

Quatro sócios do principal acusado da venda ilegal de terras foram ouvidos na sede da PF hoje (15/07) e liberados em seguida

Sete pessoas estão sendo conduzidas à Superintendência de Polícia Federal no Amazonas para prestar esclarecimentos. Foto: Arquivo

Um grupo criminoso organizado que atuava na concessão fraudulenta de benefícios da Previdência Social em Manaus foi o alvo da operação Festum Fraudis, deflagrada na manhã desta quinta-feira (11/08), pela Polícia Federal. O grupo teria causado prejuízo de mais de R$ 15 milhões aos cofres públicos.

No total, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos em desfavor de servidores de uma agência da Previdência Social em Manaus. Outras sete pessoas estão sendo conduzidas para a Superintendência de Polícia Federal no Amazonas, para prestar esclarecimentos.

As investigações tiveram início no ano de 2015, a partir de denúncias recebidas pela Ouvidoria da Previdência Social, que foram repassadas à Polícia Federal após análise prévia da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos da Previdência Social.

Os trabalhos investigativos revelaram um esquema voltado para concessão de benefícios irregulares, operado por aliciadores e pelo menos dois servidores da Previdência Social em Manaus, que inseriam informações falsas nos sistemas para liberação dos benefícios.

Segundo cálculos do INSS, cerca de 260 procedimentos teriam sido fraudados pelo grupo e os prejuízos à União com os benefícios pagos de maneira irregular ultrapassariam o valor de R$ 15 milhões. Com a desarticulação do grupo, o prejuízo potencialmente evitado aos cofres públicos gira em torno dos R$ 18 milhões.

Os servidores serão cautelarmente afastados de suas funções bem como indiciados com os demais envolvidos pelos crimes de estelionato contra a previdência social, inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção e associação criminosa. As penas somadas podem chegar aos trinta anos de prisão.

O nome da operação, Festum Fraudis, que significa “festa da fraude” em latim, é uma referência aos codinomes utilizados por parte dos envolvidos para tratar de benefícios e propina, como “bolo”, “aniversário”, “convite” etc.

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